Entidades do Movimento Popular, da Sociedade Árabe Brasileira e representantes das comunidades síria, iraquiana e libanesa promoveram ontem uma manifestação na Boca Maldita, no centro de Curitiba, para protestar contra os ataques dos Estados Unidos, com o apoio da Inglaterra, ao Iraque, iniciados na quarta-feira. Uma revoada de pombos também foi programada a favor da paz no Oriente Médio. O protesto teve o apoio da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e da União da Juventude Socialista (UJS).
Segundo o presidente da Sociedade Árabe Brasileira no Paraná, Moutih Ibrahim, o objetivo do protesto é mostrar o repúdio da entidade - que representa 22 países árabes - à atitude dos Estados Unidos. ‘‘Estamos indignados e inconformados com os ataques’’, disse Ibrahim. Ele afirma que o governo do Iraque não impediu que os armamentos do país fossem inspeciondos pela Organização das Nações Unidas (ONU). ‘‘As informações chegam aqui distorcidas’’, disse. ‘‘O verdadeiro objetivo dos ataques foi desviar a atenção da população e do congresso americano da votação do impeachment do presidente Bill Clinton.’’
Ibrahim reclamou que a ONU usa ‘‘dois pesos e duas medidas.’’ Ele criticou as represálias ao Iraque, diante de uma suposta condescendência com Israel. ‘‘Israel foi condenado pela Onu, há mais de 30 anos, a devolver divisas. Apesar de não ter cumprido, nada aconteceu’’, disse.
Segundo Ibrahim, a comunidade árabe no Paraná soma 150 mil pessoas, entre árabes e descendentes. Os primeiros imigrantes chegaram ao Estado por volta de 1920. No Brasil, a colônia árabe reúne cerca de 9 milhões de pessoas. A maior concentração está em São Paulo, com um milhão de descendentes.Albari RosaSociedade árabe se reuniu na Boca Maldita em repúdio aos EUAAndrea Vendramini

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