Comunidade acredita na abertura
Comunidade acredita na abertura
Defensores da abertura da Estrada do Colono, o secretário executivo da Aipopec, Marcos Pagani, e o deputado estadual Irineu Colombo (PT), acreditam que é possível conciliar o funcionamento da rodovia e a preservação do Parque, minimizando os impactos ambientais. Isto, segundo Pagani, já ocorre. A estrada foi recoberta por cascalho, é proibido o trânsito de carretas pesadas, o transporte de carga viva e o tráfego à noite, além de ter um sistema de vigilância inédito controlado por duas guaritas.
Para eles a importância da estrada não é apenas econômica, mas principalmente pelo seu aspecto histórico e social. Seus 18 quilômetros separam Serranópolis do Iguaçu de Capanema. Sem a estrada seria necessário fazer uma volta de 180 quilômetros entre estas regiões. Mas o problema é que temos parentes morando um em cada ponta, diz Colombo. No aspecto econômico, estudos apontam um prejuízo de R$ 3,8 milhôes nos 11 anos em que esteve fechada.
As lideranças regionais garantem que a abertura da estrada é irreversível, em função da sua importância para as comunidades e do apoio que vem recebendo de autoridades estaduais e federais. Segundo a ambientalista Teresa Urban, no início de abril, reuniram-se em Brasília os ministros do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e do Esportes e Turismo, Rafael Greca, além do governador Jaime Lerner, e decidiram pela abertura da Estrada. Eles sugerem que o leito seja estreitado para três metros de largura, que sejam construídospostos de vigilância em cada ponta e que a inauguração destas guaritas se dê no dia 5 de junho, dia nacional do meio ambiente.(M.G.)
Favoráveis
1.Prejuízos para dezenas de municípios e um milhão de pessoas
2. Fechamento da estrada causou perdas de R$3,8bi em 11 anos
3. Importância para o fluxo da produção regional
Ambientalistas
1.Só 6 municípios, com 90 mil habitantes, têm relação com a estrada. Para um milhão teria de somar a população de todo o oeste e sudoeste.
2. Estudo calcula perdas baseado em projeções, ao longo de 10 anos, em todos os municípios do oeste e sudoeste, quando a maioria não tem a ver com a estrada.
3. Em 96 a média de veículos/dia na estrada era de 76,7 sendo só 80 caminhões, insignificante para o transporte da produção.





