Comunidade acadêmica discute orçamento para Unioeste
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - As atividades educacionais na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foram paralisadas ontem nos cinco campi e duas extensões para que professores, funcionários e acadêmicos discutissem soluções para o orçamento 2003 da instituição. O Conselho Universitário (COU) aprovou orçamento de R$ 135,9 milhões, porém o governo do Estado propõe, somente, R$ 45,2 milhões para o próximo ano.
O presidente do Sinteoeste, Luiz Fernando Reis, salientou que a proposta aprovada pelo COU precisa ser atendida, já que destina recursos para folha de pagamento, custeio e investimentos. Ele explica que os R$ 55 milhões solicitados para investimentos serão utilizados na implantação de novos cursos e na abertura de novos leitos no Hospital Universitário.
A reunião, realizada no auditório do campus de Cascavel, contou com a participação de membros do Grupo de Planejamento e Controle (GPC), assessoria responsável pela coordenação dos trabalhos de elaboração da proposta orçamentária da instituição.
Segundo o assessor do GPC, Gilmar Ribeiro de Mello, dos R$ 135 milhões aprovados no orçamento, um total de 45% serão necessários para a folha de pagamento de 993 técnicos administrativos (incluindo HU) e 995 professores, o que significaria R$ 61 milhões. Já para o custeio foram aprovados 14% do orçamento, ou seja, R$ 18,5 milhões. ''É muito importante que a comunidade universitária participe destas discussões e se mobilize para conseguirmos obter o orçamento aprovado pelo COU'', disse o assessor.
Os sindicatos que organizaram a paralisação de ontem, que foi aprovada pelo COU, estão se organizando para levarem pelo menos 10 ônibus até a Assembléia Legislativa, em Curitiba, no mês de novembro. A intenção deles é pressionar os deputados que fazem parte da comissão de Orçamento da Assembléia a não aceitarem a proposta apresentada pelo governo.


