Comunidade abraça a escola
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
A vontade de trabalhar aliada a uma boa ideia é a melhor lição que a Escola Municipal Professor Doutor Carlos da Costa Branco, no Jardim Piza (zona sul de Londrina) está revelando aos pais, alunos, funcionários e à própria vizinhança.
No início do ano, o Conselho Escolar, a Associação de Pais e Mestres e o Grêmio Estudantil se reuniram para fazer um diagnóstico das necessidades da escola e estipular metas pedagógicas e estruturais. "Começamos a reforma aos poucos e agora estamos pintando as salas de aula. Contamos com a boa vontade de pais, alunos e de empresários que nos ajudaram com a compra de materiais", explica o diretor Amauri Cardoso.
O trabalho começou na quinta-feira, dia 5, após a saída dos alunos e seguiu até ontem. "A ideia é que na terça (hoje) pelo menos oito salas estejam prontas para os alunos terem um ambiente melhor para estudar", diz Cardoso.
"A intenção é envolver toda a comunidade para transformar a escola. Nós sabemos das dificuldades e necessidades e resolvemos agilizar o processo com nosso próprio esforço", comenta Armando Gonçalves, presidente do Conselho Estudantil formado por 30 pais de alunos e funcionários da instituição.
Esforço este que Rosilda Perin, mãe do aluno Emanuel, de 7 anos, teve mesmo durante o feriado municipal do dia 7. "Deixei muitos afazeres em casa para estar aqui. Acho que a escola sendo um ambiente mais agradável, os alunos ficam mais motivados e aprendem mais. Além disso, acredito que estou transmitindo um bom exemplo para meu filho. Espero que futuramente ele também zele pelo patrimônio público e faça seu papel na escola dos filhos", declara ela, que ajudou na limpeza das salas.
Já o funcionário público José Carlos Albuquerque tem outro grande motivo para ajudar a lixar as paredes da escola. "Estudei aqui na década de 70, quando era tudo diferente, de madeira. Quando minha neta disse que estavam precisando de voluntários, não pensei duas vezes", conta o avô da aluna do 2º ano Maria Eduarda. "Estou achando legal meu avô ajudar. Minha sala vai ficar mais bonita", diz.
Quem também deixou a preguiça de lado foi o estudante João Vitor Garcia de Araújo, da 4ª série. Ele varreu praticamente todas as salas de aula. "Já passei fita e massa corrida. Gosto de ajudar e acho que vai ser mais gostoso estudar com a sala parecendo nova", comemora.
Daniel Trindade Scatulla, do 3º ano também fez questão de contribuir. "Ele mal dormiu por conta da ansiedade. Acho muito bom ver essa empolgação dele em ajudar", diz o pai Marco. Daniel é cadeirante e ajudou a passar fita nas paredes para receber a pintura. Mais que um bom aluno, Daniel é a prova de que melhorar a escola também depende da boa vontade de cada um.


