Comunicação é primordial para o sucesso
Para que uma sucessão seja positiva e garanta bons resultados nos negócios, o cultivo da boa comunicação é fator dos mais relevantes. Segundo a advogada e consultora do Sebrae, Rubia Martoni, é através dela que se reduz e se evita desavenças. ''A comunicação é essencial. Os conflitos, em geral, são muitos e abafados. Com o tempo, a tendência é que se tornem incontroláveis afetando decisivamente a vida da empresa'', explica.
Os prós e contras numa relação familiar nos negócios são muitos e relativos. Entre os pontos positivos Rubia coloca a paixão, o verdadeiro sacríficio da família pela empresa, a qualidade empresarial vinculada à credibilidade familiar, a visão e as ações a longo prazo dos dirigentes familiares e a tomada de decisões muito mais rápida.
No entanto, problemas podem aparecer quando há decisões emocionais em demasia, dificuldades de descentralização, os critérios validados de Recursos Humanos norteados por lealdade e dedicação e não o profissionalismo e os resultados, a dificuldade de separar a família da empresa e a existência de conflitos abafados e não resolvidos, entre outros.
''O ideal é que a sucessão seja planejada desde o início da empresa ou que, ao menos, se estabeleça um plano que possa ser desenvolvido num prazo de três a cinco anos antes do afastamento do proprietário. O plano sucessório constitui um elemento chave para a sobrevivência a longo prazo, sendo muito importante que o próprio empresário fundador ou sucedido ajude a coordenar e planejar o programa de ação'', aconselha Rubia Martoni.
No Brasil, de acordo com a consultora do Sebrae, 85% das empresas são familiares. Na Itália, esse número é de 95%; na Espanha, 80% e, nos Estados Unidos, 90%. O aspecto familiar está muito mais ligado ao estilo que a empresa é administrada, do que somente ao fato de seu capital pertencer a famílias.
Para que tudo ocorra bem entre pais e filhos, Rubia cita atitudes importantes como ''uma comunicação intensa, respeito no trato e nas ideias, reconhecimento por parte do filho da experiência do pai, existência de espaço para o filho crescer e amadurecer, equilíbrio entre a expectativa do filho e a experiência do pai, visão estratégica comum e a intervenção de terceiros, de preferência um mediador ou consultor''.





