Ellen sofreu uma intoxicação por monóxido de carbono aos 12 anos e teve comprometidas as funções motora e cognitiva. Hoje, aos 23 anos, ela ainda precisa da ajuda da família para realizar atividades diárias, mas as sessões de terapia ocupacional lhe deram autonomia para fazer, sozinha, pequenas ações, além de melhorar a comunicação com parentes e amigos.
''A terapia ajudou minha filha a manusear equipamentos, como segurar uma colher, por exemplo. Além disso, a terapeuta acompanha a rotina dela, em casa, e intervém com soluções quando estamos com alguma dificuldade'', comenta a professora Cecília Olívia Negro, mãe de Ellen.
Para ela, outra vantagem da terapia ocupacional, iniciada há cinco anos, está na sociabilização: ''A melhora foi muito grande e hoje a Ellen, apesar de não verbalizar, consegue se comunicar com acenos de cabeça. Ela mostra quando está desconfortável ou com dores usando pequenos gestos e assim podemos ajudá-la'', diz Cecília, reforçando que a terapia ocupacional também ajuda na reeducação postural e em cuidados como o banho e a alimentação.
''É um complemento para a reabilitação motora e neurológica, para a hidroterapia e para a fonoaudiologia e estimulação visual da Ellen'', conclui. (M.G.)

mockup