Aos 2 anos e 8 meses, Sophia Ayumi Honda Dantas já segue uma rotina no seu dia a dia. Durante a manhã ela vai para a escola e lá tem um painel com as atividades que serão desenvolvidas até o momento de ir para casa. Ao contrário do que possa parecer, a rotina é importante para a menina, diagnosticada com autismo.
Matriculada na Escola de Educação Básica Manaim – Centro Ocupacional de Londrina (COL), uma instituição mantida pelo município, Sophia tem sua rotina organizada pelo método Teacch, desenvolvido no final da década de 1960, nos Estados Unidos.
"O método é um facilitador do trabalho com o autista, cujas principais dificuldades são imaginação, comunicação e sociabilização. O Teacch dá possibilidades para o professor organizar a sala de aula e a agenda individual do aluno, de forma visual", explica a diretora da escola, Angela Denise Henrique Cavalheiro.
No método, algumas figuras representam as atividades que a criança deverá desenvolver. Assim, um prato de comida representa o horário de se alimentar, um vaso sanitário representa o banheiro e uma mochila indica que é hora de ir para casa. A escola também é toda sinalizada, com figuras iguais aos cartões nos respectivos locais.
"Quando a criança tem que fazer alguma atividade, entregamos uma figura que sinaliza isso. Assim o aluno sabe que deve ir até o seu painel e ver o que deve ser feito, de acordo com a figura que estiver na sequência. Ele retira essa figura e leva até o local onde a atividade será desenvolvida e cola no painel desse lugar", exemplifica a professora Patrícia Cyrillo.

É um transtorno global do desenvolvimento marcado pela dificuldade de comunicação e interagir socialmente. A causa está relacionada a fatores genéticos e biológicos

Palavra que provém do termo grego `methodos´, que significa, literalmente, "caminho para chegar a um fim"

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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