Em Maringá, a exigência do comprovante de residência para novos alunos nos colégios estaduais pode evitar o excesso de procura em alguns colégios e a sobra de vagas em outros. A intenção é também acabar com as filas de pais e alunos, que chegam a passar dias em busca de uma vaga em escolas consideradas melhores.
‘‘Tudo isso não passa de ilusão porque existem escolas de periferia com o mesmo nível e até melhores que muitas das mais procuradas’’, afirma a professora Tânia Pinelli, coordenadora da equipe de ensino do Núcleo Regional de Educação de Maringá.
Nas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), algumas escolas mais afastadas do centro alcançaram rendimentos supreendentes. ‘‘Os pais precisam participar mais da escola, pois só com apoio da comunidade é possível melhorar o ensino oferecido aos filhos’’, defende Tânia. Ela explica que o núcleo ainda não fechou as previsões de matrícula para este ano, mas garante que tudo está sendo feito para atender à demanda.
Uma das mudanças, que atinge o ensino médio, o antigo 2º grau, é o de incentivar os alunos com mais de 22 anos, que ainda estão entre a 5ª e 8ª série, a buscar o ensino supletivo. ‘‘Queremos abrir mais vagas para os estudantes em idade normal para as séries, sem tirar dos mais velhos o direito do ensino’’, explica.
Para o padrão normal os estudantes de 5ª a 8ª série devem ter entre 12 e 15 anos de idade. Tânia acredita que se todos os novos estudantes buscarem as escolas próximas de onde residem não terão problema com falta de vagas.

mockup