Os quatro hospitais de Campo Mourão têm até o final do ano, no máximo, para providenciarem uma série de melhorias no atendimento ao público. Pelo menos é isso que prevê um termo de ajustamento elaborado anteontem pela Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais. O principal pedido é para a contratação de enfermeiras-padrão (curso superior) e auxiliares de enfermagem. Os atuais funcionários também deverão receber treinamento para melhor atender o público.
O termo de ajustamento foi elaborado durante reunião entre o Ministério Público e representantes dos hospitais, da Secretaria Municipal de Saúde, da 11ª Regional de Saúde, Associação Médica, Associação dos Hospitais, Conselho Regional de Enfermagem e Central de Leitos. ‘‘Todos concordaram plenamente com as necessidades apontadas durante levantamento da Regional de Saúde’’, explica a promotora Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira. ‘‘Foi um acordo pacífico’’, completa.
Mesmo assim, o termo de ajustamento é claro: quem não cumprir os pontos determinados vai ter que responder uma ação civil pública. A discussão sobre a melhoria do atendimento em hospitais de Campo Mourão começou a ser discutida no final do ano passado, quando a Promotoria instalou o primeiro procedimento nesse sentido. Desde então, foi preparado um laudo técnico para detectar as melhorias necessárias. ‘‘As reclamações por mau atendimento eram constantes’’, recorda Rosana.
De acordo com o termo, a Central Hospitalar vai ter que contratar, de imediato, uma enfermeira-padrão e cinco auxiliares de enfermagem. Outra enfermeira com formação universitária terá que ser contratada até o final do ano pelo hospital. A Policlínica São Marcos também terá que contratar uma enfermeira-padrão e três auxiliares até o final do ano. Já o Hospital São José, vai ter que contratar uma enfermeira-padrão e dois auxiliares de enfermagem dentro de 90 dias.
Infecção Outro ponto do documento diz que os hospitais vão ter que repassar à Central de Leitos a relação de seus médicos, especialidades e a escala de plantão. A medida visa conter que pacientes deixem de ser atendidos por falta de médicos. ‘‘Se o paciente procurar o atendimento e não existir nenhum médico no local, vamos saber quem é que está falhando’’, ressalta Rosana. Segundo a promotora, o problema é comum, principalmente nos finais de semana, quando aumentam as queixas pelo atendimento.
O documento também determina que os hospitais intensifiquem a atuação das comissões de controle de infecção hospitalar. ‘‘Queremos uma atuação mais rigorosa visando a redução desse tipo de infecção’’, expõe Rosana. Na Santa Casa, onde a comissão praticamente não existe, ela terá que ser criada imediatamente. Já o treinamento dos funcionários das portarias dos hospitais tem o objetivo de melhorar as informações que são repassadas aos parentes de pessoas internadas.
A promotora lembra que entre as queixas contra os hospitais que chegavam ao Fórum, uma das mais constantes era a falta de informação sobre quem estava internado. O termo de ajustamento também deveria definir a contratatação de farmacêuticos-bioquímicos, mas o representante da categoria não compareceu à reunião de terça-feira. O assunto será tratado em separado.

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