Maringá - A falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica em Maringá e o fechamento do setor de obstetrícia da Santa Casa de Paranavaí estão levando ao caos o atendimento da saúde pública na região Noroeste. Com a suspensão de partos na Santa Casa de Paranavaí, praticamente o único hospital de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) daquela região, grávidas de alto risco estão sem opção de atendimento. Em Maringá, somente o Hospital Universitário e a Santa Casa permanecem no atendimento, mas com restrições.
Em Paranavaí, o atendimento da Santa Casa foi suspenso porque os médicos não recebem pelo plantão. No caso da Santa Casa de Maringá, o problema está na superlotação da maternidade e dos oito leitos das UTIs para crianças disponíveis ao SUS. A Santa Casa de Maringá trabalha desde o início da semana com capacidade acima do normal, porque o HU interditou a UTI neo-natal intermediária.
Segundo autoridades da saúde nos dois municípios, a Central de Regulação de Leitos do Estado trabalha com dificuldades para encontrar vagas em hospitais mesmo em outras regiões. Apesar do problema ser considerado crônico em Maringá e Paranavaí - as duas cidades absorvem demandas de mais de 60 municípios do Noroeste - até agora nenhuma providência efetiva foi tomada por representantes das áreas de saúde dos municípios, do Estado ou do Governo Federal.

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