A correria de última hora para comprar chocolates foi grande ontem em Londrina e Curitiba. Muitas pessoas aproveitaram as promoções e liquidação de estoque para levar ovos de Páscoa. Na Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba, as lojas de R$ 1,99 estavam lotadas. O mesmo aconteceu nas grandes redes de supermercados.
Segundo o gerente da loja Vidal, Genival Bonardi, o movimento este ano está cerca de 10% menor do que no ano passado. Mesmo assim, ele disse que as vendas ainda surpreenderam. ‘‘Compramos menos ovos de chocolate porque no ano passado sobraram muitos. Agora não temos quase nada, o estoque já está acabando’’, comentou. O comerciante lembrou que permaneceu a tradição brasileira de deixar as compras para última hora.
A diarista Ana Maria Bago pesquisou os preços dos chocolates apenas ontem. ‘‘Durante a semana não deu tempo’’, justificou. Ela tem quatro filhos, de 20, 18, 15 e 9 anos, e disse que para comemorar a Páscoa comendo chocolates a idade não importa. ‘‘Levo ovos de chocolate para todos’’, afirmou. O artesão Rogério José Chaves, que tem dois filhos de 8 e 4 anos, disse que o que conta na hora de comprar chocolate é o orçamento.‘‘Eles têm as marcas preferidas, mas o preço é que tem que ser levado em consideração’’, salientou.
Em Londrina, quem chegava ao centro da cidade de ônibus nem precisava caminhar muito para encontrar ovos de chocolate. Já na saída do Terminal de Transporte Coletivo, vários camelôs disputavam os fregueses na calçada oferecendo o produto a preços mais baratos que os do comércio tradicional.
Alguns camelôs arriscavam vender ovos caseiros no Calçadão, na área central de Londrina. ‘‘A gente tem que aproveitar para ganhar uns trocados’’ – dizia Rogério Gonsales, que já tinha esgotado quase todo o seu estoque de 240 unidades.
Nas lojas Americanas, os funcionários pareciam não dar conta da reposição do produto, pelo menos daqueles com preços mais acessíveis. ‘‘Deixei para comprar na última hora, mas valeu a pena. Deu para pegar algumas boas promoções’’ – salientou o representante comercial Marcos Gomes Morete.
O volume de vendas era intenso também no hipermercado Condor, que foi inaugurado no ano passado e experimentou pela primeira vez a onda de consumo da Semana Santa. Segundo o gerente Samuel Martinelli, muitos clientes tinham vasculhado as prateleiras do produto já na quinta-feira. A previsão era vender todo o estoque ao longo do dia.

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