Compradores de linhas telefônicas são lesados
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de maio de 1997
Edna Mendes Correspondente 
GUARAPUAVA - Um grupo de cerca de 100 pessoas lesadas pela Alcance Celular Telefones em Guarapuava querem ajuda da Telepar, de deputados estaduais e até do Ministério das Telecomunicações para conseguir ressarcimento por prejuízos causados pela empresa. As vítimas dos golpes, acompanhadas pelo diretor do Procon de Guarapuava, Rodrigo Bettega Ressetti, queixaram-se do problema em sessão da Câmara de Vereadores.
Segundo o Procon, o número de vítimas pode chegar a 200. A maioria dos clientes adquiriu linha telefônica em 10 prestações. Quando faltava a última parcela, os clientes descobriram que os telefones eram alugados em imobiliárias.
O responsável pela Alcance, Bibiano Machado Neto, alugava as linhas em imobiliárias e depois as vendia como se fossem da empresa, prometendo repassar posteriormente a documentação dos aparelhos. O golpe só foi descoberto porque imobiliárias começaram a avisar clientes que os aluguéis estavam atrasados.
Vários boletins de ocorrência foram registrados e até um processo de estelionato contra a empresa foi aberto. Porém, as vítimas estão ansiosas porque não foram tomadas providências para reaver o dinheiro perdido.
A Alcance pertence somente a Bibiano Machado. Até outubro do ano passado, o sócio da empresa era Boris Esteche Martins. A empresa foi lacrada judicialmente e os bens de Machado e Martins, bloqueados. A Telepar informou que a Alcance não tinha nenhuma autorização para vender linhas convencionais. A empresa estava autorizada apenas para habilitação de telefones celulares. A Folha tentou localizar Machado ontem, sem sucesso.


