O consumidor precisa estar atento na hora de comprar areia e pedra para não pagar por mais material do que efetivamente recebe. Alguns cuidados básicos, como observar a altura da carga, são suficientes para evitar o prejuízo. A prática irregular, de acordo com uma entidade representante da classe, é comum em Londrina há pelo menos 15 anos.
A cidade conta hoje com cerca de 300 empresas regularizadas. A estimativa da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Londrina e Região (Acomac) é que 35 caminhões atuem na clandestinidade. E são justamente os clandestinos que não cumprem as normas para evitar a comercialização de quantidade irregular de areia ou pedra.
O diretor da Acomac José Norberto Ferrareto explica que os caminhões têm que apresentar inscrições das medidas da altura, largura e comprimento das caçambas. A carga precisa estar rente às bordas, o que permite a medição do volume.
De acordo com Ferrareto, é comum que o consumidor compre sete metros cúbicos do produto, mas leve apenas cinco com a carga amontoada. E o preço das empresas constituídas são até 15% do que os dos caminhoneiros individuais. Um prejuízo que pode comprometer a obra, uma vez que o valor gasto em areia e pedra corresponde a aproximadamente 10% do valor da construção.
O alerta da associação concretizou-se em forma de campanha de conscientização. Panfletos que ensinam o modo correto de medir a carga estão sendo distribuídos em casas do ramo. A fiscalização conta com apoio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela verificação do cumprimento do Código de Posturas, que prevê que a altura das cargas não podem ultrapassar a das bordas.
O Código Brasileiro de Trânsito prevê que transitar com com o veículo derramando carga é infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 191, 54 e retenção do veículo para regularização.
Segundo o diretor da Acomac, a entidade tentou uma parceria com o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem-PR) para incrementar a fiscalização, mas a ação não teria sido concretizada por falta de pessoal do instituto. A reportagem entrou em contato com a diretoria do Ipem para comentar o assunto, mas ele não pôde atender as ligações.
''O maior aliado e fiscal dessa campanha deve ser o consumidor, que precisa verificar a quantidade da carga para evitar prejuízos'', salientou Ferrareto. Ele explicou que com uma trena é possível medir a altura da caçamba e, com a informação da altura e largura, calcular o volume de material.

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