O projeto do Executivo solicitando um crédito adicional para adquirir uma área e dar continuidade às obras de readequação do aterro sanitário (zona leste) provocou polêmica, ontem, durante a sessão na Câmara de Vereadores de Londrina. Segundo o projeto, a prefeitura propõe a compra de um terreno de 82 mil metros quadrados ao lado do aterro para instalar e executar outra lagoa de tratamento de efluentes e para cobertura do lixo compactado.
A justificativa do Executivo é que exames constataram sérios problemas na lagoa, ‘‘que se encontra acima do nível normal, havendo necessidade de medidas para o tratamento e lançamento do chorume’’. O terreno, segundo a prefeitura, custaria R$ 57 mil.
O vereador Tercílio Turini (foto), do PSDB, se declarou contrário ao projeto, lembrando que o aterro sanitário causa vários problemas para os moradores vizinhos. Na sua opinião, se mais uma área for utilizada para esta finalidade, ficará mais fácil a contaminação do Ribeirão dos Periquitos.
Turini ressaltou que o atual aterro é de 1977 e está com sua capacidade praticamente esgotada. ‘‘Com a aquisição de uma área ao lado, vamos ficar com esse lixão por mais 14, 15 anos’’, afirmou. A prefeitura está procurando uma área de cerca de 20 alqueires para instalar o novo aterro sanitário, mas até agora nada foi resolvido. Aproximadamente 300 toneladas por dia de resíduos domésticos são descarregados no aterro, segundo levantamento da prefeitura.
Após os pronunciamentos de vários vereadores, o projeto foi retirado de pauta por tempo indeterminado para que o assunto seja melhor discutido. Turini propõe uma reunião com representantes da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e outras entidades.
Casa-abrigo A prefeitura pretende construir uma casa-abrigo transitória - onde crianças e adolescentes em situação de risco serão recolhidos, triados e encaminhados para um local mais adequado. Projeto autorizando a prefeitura a abrir um crédito adicional com este objetivo foi aprovado ontem, em primeira discussão, na Câmara de Vereadores.
De acordo com o projeto, o Executivo fica autorizado a abrir um crédito adicional especial de até R$ 85 mil no orçamento da Secretaria Municipal de Ação Social. Este recurso será repassado pelo governo do Estado, segundo convênio firmado no ano passado. A verba será utilizada para a aquisição de um imóvel e de um veículo. Segundo o projeto, a casa transitória atenderá em período integral 12 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. A construção de uma casa transitória está sendo discutida desde o início do ano passado.

mockup