COMPORTAMENTO - Curitibana prefere dormir a fazer sexo
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Omar Godoy<BR>Enviado a Porto Alegre 
Porto Alegre - Curitibanos e curitibanas têm opiniões bastante divergentes quanto à importância da atividade sexual para a qualidade de vida. Na opinião dos homens, o sexo só não é mais importante do que manter uma alimentação saudável e ter tempo para conviver com a família. Já as mulheres pensam de forma diferente. Para elas, o sexo vem apenas em nono lugar entre os itens mais valorizados - perde até para o sono.
É o que revela a pesquisa Mosaico Brasil, realizada com 1.643 homens e mulheres de Curitiba e Porto Alegre há cerca de um mês. Encomendado pelo laboratório Pfizer (fabricante do Viagra), o estudo pretende definir, até o fim do ano, um mapa da sexualidade brasileira. Ao todo, cerca de oito mil pessoas serão entrevistadas, em dez capitais do País.
A fase sulista do levantamento, cujos resultados foram divulgados ontem, na capital gaúcha, inclui outras informações relevantes. Entre elas a de que a aparência física é tão crucial para as mulheres quanto a ereção para os homens. Segundo 71,5% das curitibanas entrevistadas, ter uma auto-imagem satisfatória impacta positivamente na relação sexual.
E mais: de acordo com o estudo, os homens de Curitiba têm 2,7 relações por semana, porém gostariam que esse número fosse maior (cerca de 5). As mulheres, por sua vez, são mais contidas. Têm 2,1 relações semanais, ainda que preferissem ter 4.
A coordenadora do estudo, Carmita Abto, professora do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, destaca dois dados importantes. O primeiro quantifica o índice de satisfação de curitibanos e porto alegrenses. Nada menos que 80% dos entrevistados classificam sua vida sexual como excelente ou boa. ''Ainda assim, cerca de 60% afirmam ter medo de decepcionar o parceiro'', ressalta.
O segundo, para ela mais importante, dá conta da educação sexual dentro de casa. De acordo com a pesquisa, a maioria das pessoas declarou conversar sobre sexo com a família. ''É uma mudança de postura, de atitude. Há dez anos, apenas 25% afirmariam isso'', conclui Carmita.
O jornalista viajou a convite da Pfizer


