O delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil em Londrina, Joaquim Melo, afirmou ontem que as investigações sobre o assassinato do agente Francisco Gonçalves Filho, no dia 22 de janeiro, sugerem que a ordem para matá-lo partiu de dentro dos muros da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), como adiantou reportagem da FOLHA à época. Outros dois agentes também teriam sido jurados de morte pelo mesmo grupo de presos, que fariam parte da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).
O delegado informou que nesta semana pretende ouvir dois presos da unidade suspeitos de serem os mandantes do crime. ''O comando de morte partiu de dentro do presídio'', comentou Melo. Conforme a reportagem apurou, os dois presos teriam relação com a facção criminosa paulista e teriam obtido permissão de líderes do grupo criminoso para executarem o plano. O crime teria sido motivado por supostas represálias que os presos teriam sofrido na prisão dias antes. O inquérito deve ser concluído dentro de 20 dias.
Melo revelou que, além de ''Chiquinho'', o mesmo grupo pretendia assassinar pelo menos mais dois agentes da PEL, cujos nomes não foram revelados. Dias após a morte do agente, integrantes do PCC paulista teriam vindo a Londrina com o provável objetivo de acertar detalhes sobre os crimes. No entanto, o plano parece ter sido abortado após a FOLHA ter reportado que a morte de ''Chiquinho'' estaria relacionada com o grupo.
O delegado disse que praticamente não há dúvidas de que André Júnior dos Santos, o ''André Bandido'', foi o autor dos 19 disparos que vitimaram o agente, quando ele chegava em casa na Zona Norte de Londrina. Segundo os indícios levantados e o relato de testemunhas, após o crime, um adolescente de 17 anos, que conduzia uma Jog vermelha, teria dado fuga ao assassino. Ambos foram detidos no Paraguai há dez dias.
Ao ser apresentado pela Polícia Civil em Londrina, André ''Bandido'' afirmou não ser o autor do crime e insinuou que a morte do agente teria sido encomendada. No entanto, ele não disse quem teria sido o mandante nem as razões do crime. ''Sei que foram uns rapazes de São Paulo que vieram para matá-lo. Não posso dar nome, não posso nem falar nada, senão eu posso morrer por causa disso'', comentou com a imprensa.

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