Complicações no quadril afetam idosos
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Um crescimento de 32% até o ano de 2050. Essa é a estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose para o número de casos de fraturas e lesões no quadril provocado pela doença. Segundo o geriatra do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Ministério da Saúde (Into), Salo Buksman, complicações no quadril são muito mais frequentes em idosos. Isso porque, com o tempo, o homem vai perdendo a força muscular e comprometendo os mecanismos de equilíbrio e estabilidade.
Para evitar o problema, Buksman dá dicas importantes: ''em primeiro lugar, a pessoa deve saber se tem osteoporose e tratá-la o mais precocemente possível; uma boa ingestão de cálcio, uma exposição solar pelo menos 15 minutos por dia e exercícios físicos moderados como corrida, caminhada ou um esporte leve, pelo menos três vezes por semana, também são importantes'', explica o especialista.
Buksman também faz recomendações para aqueles que já têm problemas no quadril. ''Inicialmente, pode ser tratada evitando exercícios de alto impacto, fazer um programa de fisioterapia, diminuir o peso para evitar a sobrecarga em cima do quadril, e eventualmente usar analgésicos. Quando a dor é muito intensa, pode-se pensar em cirurgia'', observa.
Atenta à possibilidade do agravamento do problema no quadril, a dona de casa Dilea Barreto Ferreira, de 72 anos, moradora do Parque Alvorada (zona oeste de Londrina), conta que não esperou que o desgaste no fêmur piorasse para buscar atendimento. Segundo ela, o problema surgiu no ano passado, juntamente com fortes dores que a impossibilitaram de continuar jogando bolão. Após as sessões de fisioterapia que duraram cerca de sete meses meses e hoje, Dilea afirma já se sentir bem melhor, inclusive para realizar as atividades que antes seriam praticamente impossíveis, como caminhar até o banco.
De acordo com o geriatra do Into, 30% dos idosos do mundo caem pelo menos uma vez ao ano e 5% deles acabam fraturando o quadril. Por isso, o médico enfatiza a importância de reforçar a segurança com pisos revestidos em borracha para evitar quedas.
Antônio dos Santos, de 65 anos, morador do Jardim Franciscato (zona sul), revela que não se preveniu ao longo da vida, como praticar atividade física para reforçar os músculos e garantir a saúde dos ossos com uma boa alimentação. Porém, ele ressalta que agora tenta se cuidar para evitar que fraturas impossibilitem sua independência. ''As pernas doem e não aguento andar mais do que dois quadras. Então, eu paro um pouquinho para não cair'', salienta. ''Fora isso, procuro tomar alguns cuidados para evitar que obstáculos em casa atrapalhem minha locomoção, como tapetes no meio do caminho ou piso escorregadio.'' (Com informações da Agência Saúde)
O geriatra do Into contou ainda que 30% dos idosos do mundo caem pelo menos uma vez ao ano, sendo que 5% desses idosos acabam fraturando o quadril. Por isso ele enfatiza a importância de reforçar a segurança com pisos revestidos em borracha para evitar quedas.


