O laratório de análise de composição de fibras têxteis e metrologia química de Londrina só deve entrar em funcionamento no próximo ano, segundo informou ontem o gerente da regional Londrina do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem), Marcelo Trautwein. Na manhã de ontem, o diretor administrativo e financeiro do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), Joseph Brias, esteve em Londrina para assinar o termo de permissão de uso do terreno do Parque Tecnológico, que foi cedido pela prefeitura.
Participaram da cerimônia de assinatura o presidente do Ipem Paraná, Antônio Fonseca, o prefeito Nedson Micheleti (PT), entre outros. As obras para adaptações funcionais do prédio, que fica no Cojunto Habitacional Lindóia, na Zona Leste, deveriam estar prontas no primeiro semestre de 2004. Porém, segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Gabriel Ribeiro de Campos, o projeto foi adequado várias vezes para atender às exigências do Inmetro, especialmente quanto a instalação de aparelhos de ar condicionado.
De acordo com Trautwein, o laboratório de composição têxtil terá capacidade de verificar o percentual de fibras puras de um tecido, que devem constar nas etiquetas. ''Isto as empresas já fazem, mas os testes têm que ser feitos em Santa Catarina'', disse o presidente da Codel. Ele acredita que o laboratório ajudará no desenvolvimento desta área na cidade. ''De acordo com o Sebrae são mais de 150 empresas têxteis na cidade'', afirmou Campos.
Já o de metrologia química fará a calibragem de aparelhos de medição de pH (acidez ou alcalinidade de susbtâncias). ''Posteriormente queremos direcioná-lo para a área médica'', declarou Trautwein. Além dos dois laboratórios, o complexo vai abrigar um anexo didático, destinado a visita e treinamento de estudantes. ''Esta estrutura não vai só beneficiar a região norte do Paraná, mas todo o país. Pois, hoje se você não é competente e garante seu produto não tem espaço no mercado'', alegou Brias.
O investimento total do complexo é aproximadamente R$ 7 milhões, dos quais cerca de R$ 700 mil serão gastos pela prefeitura para adequar os mais de 800 metros quadrados do prédio. O restante, segundo o diretor do Inmetro, virá dos cofres do órgão. ''Na próxima semana devemos publicar o edital de licitação da obra'', garantiu o presidente da Codel.

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