Competição reúne inventores mirins
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sábado, 18 de dezembro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O cais do Iate Clube de Londrina, no Lago Igapó I, foi palco ontem à tarde de uma acirrada disputa de mini-barcos construídos por pequenos inventores de quatro instituições de ensino particulares. Essa foi a terceira edição da competição de barcos contra o relógio, promovida pelo laboratório de robótica Didaki. Enquanto os filhos sujavam os guarda-pós para acertar os últimos detalhes das máquinas, os pais se esforçavam na arquibancada para registrar tudo com câmeras e máquinas fotográficas.
Participaram da competição 24 barcos de até 30 cm de comprimento por 20 cm de largura construídos por alunos de três colégios particulares St. James, Alfa, Auxiliadora (Cambé) que possuem franquias da Didaki e a própria Didaki. ''O objetivo é sobretudo o aprendizado e não apenas a competição entre eles'', explicou o diretor-proprietário do laboratório, Roberto Mathias Susin. De acordo com ele, crianças a partir de quatro anos já podem frequentar as aulas.
Usando conceitos de matemática, física, mecatrônica e robótica, os geniozinhos mirins aprendem que erros e acertos fazem parte da trajetória do aprendizado, segundo o professor de matemática e robótica do Colégio St. James, Leandro Augusto Domingues Alves. ''As aplicações matemáticas na prática da robótica ensinam as crianças a errarem e a entenderem que o desafio e a criatividade são mais importantes até que o resultado'', completou o professor.
Terceiro colocado no ano passado, o estudante Matheus Varela Paliarini, 10 anos, estava satisfeito com o desempenho obtido pelo barco construído em conjunto com o amigo João Vitor Mendes, também de 10 anos. Os dois revelaram que a construção do protótipo, que demorou seis meses para ficar pronto, deu bastante trabalho. ''Foi bem difícil porque tivemos que emendar um monte de pedacinhos para vedar bem o casco'', explicaram.
Para ganhar mais velocidade, eles ''turbinaram'' o bimotor com 10 pilhas ao invés das oito usadas originalmente. A mãe de João Vitor, a professora de inglês Luciana Santos Mendes, contou que as aulas de robótica aprimoraram o gosto do filho por aparelhos eletrônicos. ''Eles aprendem a teoria brincando com a prática. O laboratório é um lugar que ele tem prazer de ir'', elogiou Luciana.
Uma outra duplinha de inventores bastante feliz com a perfomance do barco batizado às pressas de ''remodelado'' era a dos amigos Gabriel Marquezi Santos, 10 anos, e Guilherme Fernandes Fonteque, 11 anos. Eles frequentam o laboratório da Didaki há dois anos e até chegarem ao que queriam construíram três barcos diferentes.
''Usamos três baterias de nove volts e um motor traseiro que dá mais pressão atrás e ele ficou mais rápido'', esclareceram os pequenos inventores. A dedicação lhes valeu o terceiro lugar. Com jeitão de moleques mas com visão no futuro eles não pensaram duas vezes em responder o que pensam em fazer da vida: Guilherme quer ser engenheiro elétrico e Gabriel pretende ser inventor.
No final, o resultado da III Corrida de Barcos ficou assim: 1º lugar - St. James (equipe Star, 11s45), 2º lugar - St. James (equipe Nasa, 12s84); 3º lugar - Didaki (Guilherme e Gabriel, 13s08).


