A próxima edição dos Jogos Mundiais da Natureza, em 2001, poderá transformar o evento na terceira mais importante competição esportiva internacional, ficando atrás apenas das Olimpíadas e da Copa do Mundo de Futebol.
Realizados pela primeira vez no ano passado, os jogos envolveram 800 atletas dos cinco continentes, que competiram em 13 modalidades esportivas, todas relacionadas com o meio ambiente, como balonismo, canoagem, vela, ciclismo, escalada e hipismo. Atletas, organizadores, imprensa e público ocuparam 20 mil leitos em hotéis de Foz do Iguaçu e região, além de 550 barracas em cinco acampamentos.
Para sediar os Jogos Mundiais da Natureza, a região conhecida como Costa Oeste recebeu do governo investimentos em infra-estrutura e na construção de seis bases náuticas, que continuam a ser utilizadas em outros eventos esportivos. As bases já foram palco da Copa do Mundo de Canoagem (realizada fora da Europa pela primeira vez) e do Festival de Balonismo, entre outras competições.
A projeção internacional obtida pelo evento fez com que os jogos fossem incluídos no calendário do Comitê Olímpico Internacional (COI). E será com o apoio desse comitê que eles vão ser realizados a cada quatro anos, sempre na Costa Oeste paranaense. ‘‘O meio ambiente se constitui na terceira base do olimpismo, depois do esporte e da cultura. E os Jogos Mundiais da Natureza são um exemplo disso’’, disse Pál Schmitt, presidente da Comissão do Esporte e Meio Ambiente do COI, durante reunião da comissão, em maio último, em Curitiba.
Essa, aliás, foi a primeira vez que o COI realizou uma reunião na América Latina, deixando claro o prestígio que o Paraná obteve junto ao Comitê Olímpico Internacional com a realização dos jogos.

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