Giovani Ferreira
De Curitiba
O fraco movimento no Aeroporto Internacional Afonso Pena está obrigando as companhias aéreas a cancelar dezenas de vôos por semana. A causa desta vez não é a neblina, um problema crônico do aeroporto, mas sim a falta de passageiros. Entre os meses de dezembro e janeiro o Afonso Pena registra uma queda significativa em sua demanda de vôos regulares. Somente na última semana foi registrado o cancelamento de 40 decolagens.
Para o superintendente da Infraero no Afonso Pena, João Roberto de Paula, essa é uma situação normal nesta época do ano. Explicou, que o aeroporto em São José possui uma tendência executiva, e por isso tem o seu movimento reduzido na datas festivas e de férias. De acordo com de Paula, os cancelamentos devem prosseguir e podem inclusive aumentar neste final de ano e início de janeiro.
Além da questão envolvendo o caráter executivo, o esvaziamento do aeroporto se deve também ao fato de que a maioria das pessoas programam suas viagens nessa época do ano. Programando as férias com antecedência, as pessoas geram uma demanda paralela, que não inclui os vôos regulares. Outro ponto importante nessa análise, é que devido ao tempo disponível, muitas famílias resolvem viajar de carro.
A superintendência do Afonso Pena descartou qualquer possibilidade de o cancelamento dos vôos estarem ligados a algum tipo de problema como o bug do milênio. Segundo de Paula, por recomendação da Infraero, todos os aeroportos do País foram obrigados a preparar e adaptar seus sistemas para a virada do ano. Todos os sistemas e equipamentos do aeroporto foram testados e submetidos a situações como a da virada do ano, disse o superintendente.
Como medida de precaução, o Afonso Pena não irá liberar planos de vôo entre às 23h45 de sexta-feira (31/12) e 00h15 de sábado (01/01). O aeroporto não estará operando com vôos regulares durante esse período. Serão autorizadas decolagens somente em casos de emergência. Os pusos estarão liberados. Durante esses 30 minutos apenas um vôo será prejudicado. O comandante da aeronave terá que antecipar ou atrasar alguns minutos o seu pouso e sua decolagem.
De Paula afirma que a paralisação nesses 3O minutos é para evitar possíveis congestionamentos. Essa não é a situação do Afonso Pena, que nesse horário terá apenas um vôo, mas pode acontecer em aeroportos como de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, onde o número de vôos e maior neste período.

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