Da Redação
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) não está livre de acusações de irregularidades. O caso mais grave foi a denúncia de contratação de 212 funcionários, realizada entre janeiro e abril de 1997, sem a realização de concurso ou teste seletivo, obrigatórios por lei. A denúncia, feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina, foi investigada pelo Ministério Público, através da Promotoria do Patrimônio Público, e virou uma ação que ainda tramita na 10ª Vara Cível.
Além da falta de concurso, outras denúncias foram levantadas nas investigações do MP: muitos dos funcionários contratados, por exemplo, teriam sido indicados por vereadores de Londrina e estariam trabalhando fora da Comurb. Também havia suspeita de que contratados eram ‘‘funcionários fantasmas’’, ou seja, receberiam sem trabalhar.
O Ministério Público prosseguiu com as investigações até o final de abril do ano passado, quando propôs a abertura de uma ação civil pública contra 52 pessoas: quatro vereadores, um ex-vereador, dois diretores, o ex-presidente e 44 ex-funcionários da Comurb. A ação foi recebida pelo juiz da 10ª Vara Cível, Mário Azzolini. Agora, o processo está na fase de instrução (produção de provas).

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