Companhia escolhe bailarinos
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2000
Silvana Leão De Londrina 
O Ballet de Londrina realizou ontem à tarde, na Escola Municipal de Dança, audição para escolher os três novos bailarinos que vão integrar a companhia a partir do dia 29 de janeiro, quando serão iniciados os trabalhos referentes a 2001. Apesar do salário recebido pelos bailarinos R$ 604,00 a procura pelas vagas foi grande, com 39 inscritos. Destes, 31 fizeram os testes.
De acordo com a coordenadora de projetos da Fundação Cultural e Artística de Londrina (Funcart), Neli Beloti, houve vários inscritos de outros Estados, como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, além dos que vieram de cidades do Paraná. Entraram ainda na disputa três londrinenses da escola de dança.
Na opinião de Neli, a maioria foi atraída pela fama da companhia. Alguns dos que participaram da audição, segundo ela, até ganham mais em outras profissões, mas sonham em fazer parte do Ballet de Londrina. Entre os que não compareceram, estavam os bailarinos que viriam das regiões mais distantes, como o Nordeste do País.
Carina Corte, 24 anos, de Campinas (SP), fez faculdade de dança e trabalha com dança contemporânea e dança-teatro. Resolveu participar da audição por influência de um amigo de infância, que é aluno da escola de dança, e pela simpatia que tem pela cidade. Já tinha vindo para cá uma vez e adorei Londrina.
Já Ana Paulo Minari, de 23 anos, também formada em dança, dá aulas de dança contemporânea para crianças em São José dos Campos (SP). Depois que o namorado passou no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), há um ano e meio, ela visita a cidade frequentemente e diz admirar o trabalho da companhia. Acho que Londrina tem uma boa produção na área artística, por isso resolvi arriscar, mesmo sabendo que não teria muita chance com o balé clássico, disse.
O diretor da companhia, Leonardo Ramos, observou que o salário pago aos bailarinos é um dos menores do País, mas há aspectos positivos que atraem, entre eles a estabilidade do grupo, que foi criado há oito anos e tem sobrevivido às dificuldades da área cultural. Ao final da audição foram escolhidos para ingressar na companhia Viviane Terenta, de Ibiporã, e Rafael Panta, de Londrina. Alessandro Micali, Alisson Pedrão, Danilo Alves, Adriana Castro e Samuel Frere foram convidados a estagiar na escola de dança.


