Companhia aponta indícios de irregularidades
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quarta-feira, 17 de março de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O assessor técnico da CMTU, Marco Antônio Bacarin, informou que, com o fechamento do comércio no Terminal Urbano, teve acesso a informações que apontam irregularidades envolvendo boxes no local. De acordo com Bacarin, em 1997 a então Comurb teria dado a um comerciante o direito de utilizar dois boxes no Terminal. O direito de exploração teria sido cedido sem licitação, o que seria irregular.
O comerciante, que até ontem detinha outros estabelecimentos no terminal, teria vendido um dos boxes, em 2002. O valor da compra teria chegado aos R$ 5 mil, divididos em parcelas que ainda estariam sendo pagas. Bacarin afirmou que a CMTU levantou o caso após o comprador dar informações sobre o assunto. O comerciante teria até apresentado recibos das parcelas do negócio. Segundo Bacarin, o funcionário da então Comurb responsável pela cessão para exploração dos boxes sem que fosse realizada licitação seria Jonas Vieira da Silva, que à época era assessor comercial da Companhia.
''São indícios graves de irregularidades e o caso será levado ao Ministério Público'', disse Bacarin. Procurado pela Folha, Silva negou participação no caso. ''O Bacarin vai ter que consultar os despachos, porque não tem nenhum documento assinado por mim nesse sentido. Eu não cuidava de licitação de boxes. Isso era atribuição do Eduardo Alonso'', afirmou.
Alonso, que à época era secretário executivo da Comurb, disse que a responsabilidade sobre licitações não era sua. ''Eu apenas assessorava a presidência da companhia. As licitações cabiam à assessoria técnica.'' O suposto comprador do box não foi localizado pela reportagem no final da tarde.


