Comoção marca enterro de vítimas
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Sertanópolis - A cidade de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina) parou ontem para acompanhar o sepultamento de sete pessoas da mesma família, vítimas de um acidente automobilístico na noite de domingo na PR-090. A Prefeitura Municipal decretou luto oficial de três dias e parte do comércio abaixou as portas durante a tarde de ontem. A oitava vítima fatal da colisão foi sepultada em Ibiporã.
A família havia passado o domingo na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina e voltava para casa no início da noite. O Corsa conduzido por Paulo César Batista, de 32 anos, bateu de frente com um Chevette, de Ibiporã, a 50 metros da ponte do Rio dos Cágados, já no município de Sertanópolis. O Corsa estava superlotado, com sete pessoas, incluindo dois adolescentes que viajavam no porta-malas. Todos os ocupantes morreram na hora. Uma Caravan também se envolveu no acidente.
Além de Paulo César, foram sepultados no cemitério municipal o sogro dele Milton Pereira dos Santos, de 62, os cunhados do condutor, Sidney Pereira dos Santos, de 40, e Eliane Herculano Silva, de 47, a filha do casal, Jaqueline Herculano dos Santos, de 14, a mãe de Eliane, Gelsa Maria Silva, de 74, e o sobrinho de Paulo César, José Augusto Guimarães, de 14. O motorista do Chevette, José Aparecido de Oliveira, 47, também morreu no local e foi sepultado no Cemitério Municipal de Ibiporã.
"Passamos o dia na Exposição e depois de nos deixar em casa, o Paulo voltou para Ibiporã buscar o restante da família que também estava no parque. Eles foram de ônibus até Ibiporã e o Paulo foi buscá-los para eles chegarem mais cedo. Como não quis ir sozinho ele chamou meu pai para ir junto", relatou a esposa de Paulo César, Claudineia Pereira dos Santos, de 25. O casal tem uma filha de 11 meses.
A cunhada do condutor, Dirce Aparecida Cachoeira, de 48, ressaltou que a família está "totalmente arrasada e que a tragédia vai deixar um grande vazio". "Infelizmente ele não deveria ter voltado, já que passou o dia bebendo na Exposição e na hora do acidente estava em alta velocidade. Não sei agora o que será da minha sogra, que perdeu o marido, um filho e dois netos", lamentou.
A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) para investigar as causas da colisão, que deixou ainda outras cinco pessoas feridas. "Uma das passageiras da Caravan, que estava atrás do Corsa, relatou aos nossos policiais que o condutor do Corsa trafegava em ziguezague pela pista e se chocou de frente com o Chevette, que vinha com farol apagado", frisou o comandante da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), tenente Alecsandro Luis Wolski. O local do acidente é um trecho de pista simples, com faixa contínua, sem acostamento, porém, bem sinalizado.
O delegado Jorge Barbosa lembrou que este tipo de veículo de passeio comporta no máximo cinco pessoas e que a superlotação, provavelmente, colaborou para que não houvesse sobreviventes. "O carro trafegava em uma situação irregular, mas vamos aguardar os laudos para apontar se houve falha mecânica, imprudência e se o motorista estava realmente alcoolizado", apontou.
Entre os feridos, três seguem internados, mas não correm risco de morte. José Maraes Neto, de 48, sofreu fratura nas duas pernas, passou por cirurgia e continua na UTI da Santa Casa. Já Vera Lúcia de Souza, de 50, e Eber Luis Ávila, de 48, estão em observação na enfermaria do Hospital Evangélico.


