Como ter uma boa noite de sono
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Dormir bem é fundamental para realizar as atividades do dia a dia. Para garantir um sono tranquilo e reparador é importante escolher corretamente o travesseiro e o colchão. Dores no pescoço e na coluna ao acordar podem indicar que uma dessas opções, ou ambas, estão erradas.
De acordo com a fisioterapeuta da Área de Desenvolvimento da Saúde Laboral (Adesal) do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), vinculado ao Ministério da Saúde, Cristiane Nunes Guimarães, para comprar o colchão certo a dica é bastante simples: entrar na loja, deitar e optar pelo que sentir-se mais confortável, deixando a coluna alinhada e os músculos relaxados.
''O corpo deve afundar nas devidas proporções. Um colchão muito rígido é ruim, pois não se ajusta ao contorno do corpo. E o muito macio não sustenta as regiões mais pesadas do corpo, como quadril, ombros e coxas. Estes afundam, o que causa desalinhamento da coluna vertebral'', explica a especialista. Um colchão ruim também pode causar contrações musculares fortes, irritabilidade, má circulação e formigamento.
A mesma ideia vale para o travesseiro. ''Se optar por um modelo muito fofo a cabeça tende a ficar mais baixa e o modelo rígido demais tenciona a musculatura do pescoço. O ideal é escolher o travesseiro firme'', ensina Cristiane. O travesseiro deve dar apoio à cabeça e à região cervical, não aos ombros.
Na verdade, o correto é dormir com dois. ''A posição ideal é deitar de lado, as pernas dobradas, com um travesseiro debaixo da cabeça e outro entre as pernas. Neste caso, o travesseiro deve suprir a altura ombro cabeça'', diz a fisioterapeuta do Into. Para quem dorme de barriga para cima, Cristiane aconselha usar um travesseiro um pouco mais fino embaixo da cabeça para preservar a curvatura cervical, e um embaixo dos joelhos, para alinhar a curvatura lombar.
Não é recomendado dormir de barriga para baixo. ''É a pior postura, pois faz torção na cervical e aumento da curvatura da lombar. Mas se a pessoa não consegue dormir em outra postura, é recomendado que coloque um travesseiro sob a barriga para diminuir a curvatura lombar'', observa a fisioterapeuta.
Acanhado
Porém, a maioria das pessoas, de acordo com os vendedores de colchão e travesseiro, têm vergonha de experimentar os produtos. ''O consumidor fica bastante acanhado em deitar no meio da loja, ainda mais com outras pessoas passando e vendo a cena do outro lado da vitrine. Quando é um casal fazendo a compra é pior ainda. Às vezes um é mais desinibido, mas sempre é complicado'', conta o vendedor Sidney Ricardo Anastácio, que trabalha em uma loja do centro de Londrina. Nesse momento, o jeito é explicar com calma a importância do teste.
''Só apalpando não dá para saber. Procuro insistir e digo que não compramos um calçado sem provar e com o colchão é mais importante ainda, já que é também uma questão de saúde fazer a compra certa, principalmente se a pessoa tem algum problema de dor ou na coluna'', diz o vendedor.
De acordo com Anastácio, cerca de 80% das reclamações de insatisfação com o produto se referem a consumidores que compraram colchões e travesseiros sem fazer o teste e depois perceberam que era inadequado. ''Em geral as pessoas só fazem essa troca quando o produto está realmente ruim, não respeitando o prazo correto'', lamenta.
A caixa Léian Adriana Sandrini confessa que é uma dessas pessoas. ''Enquanto não der problema não troco, com exceção do travesseiro. Procuro já comprar algo bom para não precisar comprar sempre, já que é um item mais caro'', diz. Ela conta também que não segue a regra de dormir com dois travesseiros. ''Eu até sei que deveria, mas não consigo.''
Cristiane frisa que o ideal é trocar o colchão a cada dez anos e os travesseiros, a cada dois. ''Eles vão cedendo com o tempo'', justifica. Ela acrescenta que é necessário ficar atento ao posicionamento do corpo durante o dia, a forma como senta no trabalho, no carro, e se carrega bolsas pesadas. ''Estas atitudes, além de sedentarismo e estresse também levam a dores corporais'', conclui a especialista.
A enfermeira Marcela Agassi conta que comprou seu colchão e travesseiros há dois anos, quando se casou. ''Não sabia desses prazos para fazer a troca. Em geral só fazemos isso quando o colchão fica ruim mesmo, começa a incomodar. Quando compramos fizemos o teste, ''experimentando'' vários produtos na loja e estou satisfeita com a compra.''
Com dores por conta da artrose, a dona de casa Zenaide Vicente explica que que só usa travesseiro e colchão ortopédicos. ''O médico nem precisou me falar, já tinha lido em algum lugar e por isso procuro sempre comprar produtos bons, para não ter problemas'', diz. (Com informações do Ministério da Saúde)


