Como saber se o remédio é confiável?
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Reportagem Local 
Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde verificou que várias empresas vendem medicamentos de forma ilegal na internet, como inibidores de apetites, esteróides anabolizantes, remédios abortivos e de receita azul. O levantamento ''Fiscalização digital: ameaças à saúde coletiva na internet'' mostra que, na internet, os criminosos usam símbolos e logomarcas de serviços e produtos do Ministério da Saúde e enganam os consumidores com anúncios de que os medicamentos têm o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Daí surge a pergunta: como saber se o medicamento vendido, seja na internet, seja na farmácia, é confiável? Primeiro, é preciso ter consciência de que a Anvisa é o órgão responsável por realizar o registro sanitário de medicamentos no Brasil.
De acordo com a coordenadora de Registro de Medicamentos Genéricos e Similares da Anvisa, Rejane Silva, o registro sanitário é autorizado conforme a categoria do produto. ''Ele é dividido em medicamentos novos, medicamentos genéricos e similares, produtos biológicos, medicamentos específicos, medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e dinamizados, radiofármacos e gases medicinais'', informa.
Segundo Rejane, cada categoria exige uma série de testes efetuados in vivo (humanos) e in vitro (testes físico-químicos em laboratório). ''Tudo isso tem o objetivo de mostrar que os medicamentos são eficazes a que se propõem, seguros quanto ao uso em humanos e têm a qualidade necessária para tratamentos de pacientes'', explica a coordenadora.
As empresas devem desenvolver seus medicamentos e submetê-los à apreciação da Anvisa. Após análise da documentação apresentada, podem ter o registro concedido, caso obedeçam todos os critérios explicitados acima. Rejane afirma que somente o registro sanitário pode dar garantias ao consumidor de que o medicamento tem segurança, eficácia e qualidade para uso em pacientes.
Sem o registro é difícil confirmar sua origem e identificar o responsável pela comercialização no Brasil. ''Medicamentos sem registro não têm garantia de procedência, não têm sua formulação testada e aprovada como segura e eficaz. E ainda podem conter substâncias prejudiciais à saúde do consumidor'', destaca a coordenadora.



