Como reconhecer um carro roubado
Na hora de comprar um carro usado, o consumidor deve prestar atenção para não acabar levando um produto roubado. No Brasil, 1.200 carros são roubados diariamente - 22 em Curitiba. Vinte por cento são encontrados em um ou dois dias e 60% andam livremente pelo País - muitos deles podem estar sendo comercializados. Os carros mais visados pelas quadrilhas são Gol e Uno.
A indústria dos carros roubados movimenta R$ 7 bilhões/ano no rasil, segundo o consultor técnico da empresa ATS Brasil e da Federação das Empresas de Seguro do Brasil, Saulo Gomes Filho.
Ele encerrou ontem, em Curitiba, o Curso de Identificação Visual de Veículos Automotores. Participaram 40 policiais, que se especializaram em reconhecer, em poucos minutos, carros furtados e adulterados.
Gomes Filho diz que, antes de fazer qualquer negócio, o comprador deve verificar se o número do chassi está gravado no vidro dos carros fabricados a partir de 88 e se a documentação está no nome do vendedor. Ir ao Detran ou à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos para confirmar a procedência do carro também é uma das recomendações.
As principais alterações feitas nos carros roubados são nas placas, no chassi e na documentação. O comprador não deve prestar atenção apenas no preço, na lataria e no barulho do motor, diz o consultor.
Com a técnica, o índice de recuperação de carros roubados, em Curitiba, pode passar dos atuais 45% para 60%, segundo o diretor da ATS Brasil, Maurício Nickel. Nos lugares em que o curso ocorreu tivemos aumento de até 300% na recuperação dos carros. Segundo Nickel, isso beneficia a população como um todo porque apenas 10% da frota brasileira têm seguro - cerca de 15 milhões. O curso já ocorreu em 23 Estados brasileiros e formou 10.800 alunos.
Nos Estados Unidos, a recuperação é de 80%. O índice nunca alcança 100% porque existe a indústria do desmanche. No Brasil, 15% vão para desmanche e 5%, para o Paraguai e a Bolívia. Gomes Filho diz que, só no Paraguai, existem cerca de 450 mil carros brasileiros roubados.





