Curitiba - O tromboembolismo venoso (TEV) é uma das doenças mais comuns entre pacientes hospitalizados. A doença ocorre principalmente em pessoas que permanecem por muito tempo internadas, estão em recuperação de uma cirurgia ortopédica ou sofreram politraumatismos.
Para discutir e prevenir a doença, pelo terceiro ano consecutivo, o Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba, promove, entre os dias 19 a 23 de agosto, a Semana de Prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV), voltada aos seus profissionais de saúde. A proposta é a conscientização da equipe sobre a importância da atenção no momento de avaliação de risco dos pacientes que estão internados e a prevenção adequada para evitar a trombose venosa. A semana é uma iniciativa do HNSG como hospital membro do programa "TEV Safety Zone" zonas livres de TEV, do Laboratório Sanofi, já implantado em mais de 80 hospitais do país desde 2007.
O tromboembolismo venoso é caracterizado pela formação de coágulos de sangue em uma veia profunda, principalmente nas pernas. Esses coágulos ao se desprenderem podem entupir veias, artérias e outros vasos do corpo, causando infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral AVC e até mesmo a morte.
"Quando um coágulo obstrui artérias importantes do organismo, causando o tromboembolismo pulmonar, o paciente pode morrer", enfatiza a infectologista e chefe do Serviço de Segurança Assistencial ao Paciente do hospital, Viviane Hessel Dias.
Estima-se que no Brasil aproximadamente 170 mil pacientes apresentam o TEV, sendo que 40% das pessoas não sabem identificar os sintomas. De acordo com Viviane, os principais fatores de risco para a doença são pacientes hospitalizados com idade superior a 40 anos, tabaco, mulheres que usam anticoncepcionais e fumantes, obesos, diagnóstico de câncer, que possuam varizes nas pernas, pacientes no pós-operatório de cirurgias ortopédicas e politraumatizados. "Os pacientes mais suscetíveis a doença são aqueles que sofrem com a mobilidade reduzida, passaram por uma cirurgia e ainda têm fatores de risco."
"Intensificando a rotina da prevenção de riscos podemos garantir excelência no atendimento aos pacientes e reforçar a importância do treinamento contínuo", garante a médica.

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