Como lidar com o estresse e a ansiedade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Caracterizados como doenças típicas do mundo moderno e da vida agitada que as pessoas enfrentam diariamente, o estresse e a ansiedade atingem a maioria das pessoas em algum momento da vida. Mas como nosso corpo reage e como podemos prevenir?
''O estresse é a resposta do organismo a eventos externos que causam desequilíbrios do bem-estar. É o mal típico da vida cheia de tensões que vai além do cansaço físico e mental e é desencadeado quando a rotina diária já se tornou um fardo para nós'', define a psicóloga Mariana Finco, de Londrina, enfatizando que o desenvolvimento da doença em uma pessoa depende muito mais de sua sensibilidade do que propriamente da ocorrência de evento negativo em sua vida.
''O estresse e a ansiedade têm relação direta com a história de vida do paciente, com a maneira com que ele foi criado para reagir a momentos de pressão'', explica a psicóloga.
Mariana esclarece que determinados momentos de ansiedade fazem parte da vida, mas é preciso estar atento à maneira com que nosso corpo reage diante da pressão que sofremos diariamente. Isso porque quando o organismo chega à exaustão os efeitos do estresse são devastadores. ''É nesse momento que passamos a sofrer com a depressão, a síndrome do pânico, o transtorno obssessivo compulsivo (TOC) e tantas outras doenças de fundo emocional'', destaca.
Estágios
A psicóloga detalha que o corpo humano passa por vários estágios antes de atingir o auge do estresse e sofrer com as consequentes doenças citadas. A especialista classifica as fases de reação do organismo à debilidade do sistema imunológico e nervoso em: alerta do organismo; resistência (combate do organismo ao stress); quase exaustão e exaustão (nesta fase, a pessoa não consegue reagir sem auxílio médico).
De acordo com Mariana, são vários os sintomas que caracterizam a doença. A especialista classifica-os comportamentais, físicos, emocionais e cognitivos.
Segundo a psicóloga, os sintomas comportamentais seriam a atitude de deixar tudo para fazer depois (proclastinação), o ranger de dentes, a excessiva atitude crítica (ficar se condenando por ter feito algo errado), a agitação excessiva, a alimentação desequilibrada, o desejo de acompanhamento ou isolamento e o interesse por situações estressantes o tempo todo.
Entre os sintomas físicos, a psicóloga cita músculos tensos e doloridos, excesso ou falta de sono, enjoo ou vômito, cansaço, perda ou ganho de peso, ritmo cardíaco acelerado, tremores e suores, zumbido no ouvido, sonolência excessiva ou desmaio, sensação de sufoco (angústia, fadiga), dor no estômago ou de garganta, necessidade frequente de urinar e perda do libído.
Já o choro, a sensação dominante de tensão, a irritabilidade, o desassossego, o nervosismo, a sensação de solidão, a perda de interesse pela vida e a infelicidade sem causa aparente seriam, de acordo com a especialista, sintomas
emocionais de alerta para o estresse.
Como sintomas cognitivos, Mariana classifica como sinais de alerta a predominância de pensamentos ansiosos, medo por antecipação, preocupação constante, dificuldade de pensar, dificuldade de memorizar,
perda do humor, indecisão e ausência de criatividade.
Curto período
A psicóloga esclarece que quando manifestado em um curto período de tempo, o desequilíbrio físico e mental não representa danos significativos para a saúde. No entanto, quando o transtorno mental ou emocional é maior do que o período de seis meses, é fundamental ficar alerta para o possível surgimento de doenças, já que segundo ela psicóloga, o estresse pode surgir a partir da ocorrência de fatos comuns.
''Ele pode se desencadear a partir situações vividas pela maioria das pessoas, como a organização de uma festa de casamento, a reforma de uma casa ou até mesmo, por incrível que pareça, o ganho na loteria'', enfatiza, salientando o surgimento de pensamentos ansiosos em decorrência da realização dos eventos.


