Como identificar a vítima de pedofilia
Curitiba Palestra sobre pedofilia foi apresentada ontem a pais de alunos, funcionários e diretoria do Colégio da Polícia Militar do Paraná com o objetivo de repassar informações sobre o crime que embora seja comum, ainda não está tipificado no Código Penal, mas que coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial na divulgação de fotos de crianças pela internet.
Segundo a sargento Tânia Guerreiro, a sociedade está muito preocupada com as drogas, mas a pedofilia é muito mais nociva, pois a conseqüência danosa na criança é pior. Ela deu dicas como identificar o problema, que ocorre em todas as classes sociais. Falo de cuidados simples, como não deixar o filho pequeno ir sozinho em banheiros públicos, não permitir que durma na casa dos outros, saber que alterações como distúrbios no sono, transtornos alimentares (comer compulsivamente ou a ausência de apetite), observar o porquê da criança ir mal na escola, não ter amigos, ou se tem dificuldade de sentar ou de andar. São dicas que podem indicar que a criança está sendo vítima, relata.
Ela enumera também que vítimas de pedófilos costumam urinar na cama com freqüência, tornam-se deprimidas, não olham nos olhos durante uma conversa, ou são agressivas, podendo ainda exibir os órgãos genitais, roupas íntimas, ou tocar em outras crianças de maneira inconveniente.
Segundo a sargento, caso a criança não tenha abertura para contar aos pais, um caminho é o professor, que pode ajudar, mas que terá de ganhar a confiança da criança. Em sala de aula aparece de forma mais evidente que a criança está sofrendo a agressão. A criança vai sentar na última carteira, vai ter relutância em voltar para casa, não vai ter amigos, não vai lanchar junto com os colegas. O professor pode perceber a diferença entre uma criança que não enfrenta o problema e a criança vítima do pedófilo por acompanhar diariamente as crianças, disse.





