O problema da superlotação das carceragens dos distritos policiais de Londrina continua (veja matéria na página 4), mas pelo menos a micose que se espalhava entre os detentos do 5º DP, na Zona Norte, foi controlada.
Segundo o delegado responsável pela região, Marcos Belinati, até o final da semana passada apenas cinco presos continuavam em tratamento contra a doença. Com a contenção do surto, as crianças já foram autorizadas a entrar no 5º Distrito Policial em dias de visita.
O primeiro surto de micose ocorreu em dezembro de 2004. De acordo com o médico Antônio da Costa Funfas Neto, que na época consultou os presos, o problema só não foi resolvido na primeira vez, porque nem todos os 14 pacientes seguiram as recomendações médicas e podem ter retransmitido o fungo. ''No início de março o médico esteve aqui e, novamente, consultou os presos. Desta vez, mais de 20 homens estavam infectados'', declara o delegado Marcos Belinati.
Ele garante que não há risco de novas infecções. ''Eles mesmos se fiscalizam, porque se um não se cuidar pode passar a doença para o outro'', conta. Belinati também informou que os remédios e pomadas a base de Cetoconazol e Neomicina foram fornecidos pelo próprio médico. Atualmente o 5º DP abriga 74 detentos, sendo que a capacidade do local é para 24 presos.

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