Os pontos de ônibus às margens da Rodovia Mabio Gonçalves Palhano, que passa ao lado do Shopping Catuaí, na Zona Sul de Londrina, ainda são motivos de dor de cabeça para os usuários. Sem cobertura, sem calçada e com muito mato em volta, um das paradas é indicada apenas por meio ponto de madeira amarrado a um poste de luz. A reportagem da Folha esteve no local pela primeira vez em agosto de 2004 para registrar o problema e até agora nada foi feito.
O pintor Paulo da Silva senti na pele os transtornos da falta de estrutura do local. ''Já trabalho há mais de dois anos em um dos condomínios residenciais e sempre foi assim, abandonado'', contou. Ele e o companheiro de trabalho, João Carlos Ortega, moram em Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e sofrem com o sol escaldante e as chuvas repentinas do verão. Na região, apenas as ruas ao lado dos condomínios possuem calçadas. E nos terrenos baldios o mato toma conta. O jeito é disputar espaço com veículos que trafegam pela pista.
Além de reclamar do perigo de acidentes, a diarista Jacira Ribeiro Moreno relata uma realidade ainda pior, a falta de segurança. Ela conta que uma vez se deparou com dois homens aguardando do outro lado da rodovia, em baixo da sombra das árvores de uma pousada da região. ''Eu fiquei mais longe e só fui para o ponto na hora que vi o ônibus. Mas ouvi um deles falando que desta vez não tinha dado certo'', recordou.
Jacira sabe que o local é alvo de alguns golpes conhecidos. ''Tem um casal em uma moto que sempre chega para pedir informações e acaba roubando quem espera o ônibus'', contou. Segundo a diarista, houve um período que até um ''tarado'' atacava.
A diretora de trasnportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosimeire Suzuki, informou que os pontos da cidade estão sendo adaptados gradativamente e seguem uma programação. Mas garantiu que resolverá o problema do ponto. Quanto a construção de calçadas, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, disse que a responsabilidade da obra é do proprietário do lote.
''O que estas pessoas podem fazer é comunicar oficialmente a Secretaria de Obras'', explicou. A partir da denúncia será identificado o dono do terreno e solicitada a construção da calçada. O proprietário terá um prazo para executar a obra, podendo ser multado após se passar o período determinado. ''Se o terreno for da prefeitura, aí nós mesmo vamos arrumar''.

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