A implantação do mototaxímetro nos veículos de Londrina está parada por causa da indefinição sobre o equipamento que fará a medição das corridas com precisão. A explicação é do diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior. A polêmica sobre a instalação do aparelho se arrasta desde 2001, quando o serviço de mototáxi foi regularizado.
Grotti esclarece que na regulamentação estava prevista que poderia ser estabelecida uma forma para medir o percurso realizado nas corridas de mototáxi. Na época, o projeto para instalação de um mototaxímetro causou muita polêmica, inclusive dividindo a categoria.
Porém, segundo Grotti, o que falta é um equipamento testado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) eficiênte para executar a medição. Segundo ele, não há previsão para que esse projeto volte a ser desenvolvido na CMTU.
Grotti lembra que, em 2003, a CMTU chegou a testar um equipamento desenvolvido para medir corridas de motocicleta. Segundo ele, o aparelho se mostrou resistente ao sol e a chuva, além de aguentar as trapidações da motocicleta. Todavia, o processo de cadastramento e aprovação do Inmetro para o equipamento ser utilizado ainda se arrasta.
De acordo com Grotti, a CMTU fiscaliza as condições de segurança e documentações das motocicletas, mas não o valor das tarifas. '' As tarifas ficam à merce das negociações e sem possibilidade de fiscalização'', argumenta. Segundo análise dele, enquanto não existir uma forma de mensurar as tarifas o usuário do serviço sairá perdendo. Atualmente, a CMTU tem 750 mototaxistas cadastrados.

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