Como eu combato a corrupção?
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quinta-feira, 05 de junho de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina A Junior Chamber International (JCI) realizou na noite de quarta-feira (dia 5) um concurso de oratória com alunos da 9ª série dos colégios estaduais Albino Feijó Sanches, Josemaría Escrivá e Vicente Rijo, de Londrina. O evento aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina e deixou as cadeiras da plateia repleta de pais ansiosos para ver o desempenho dos adolescentes, que tiveram o desafio de discorrer sobre como combater a corrupção. Na antessala, cada um ensaiava o discurso com a ajuda de colegas para tentar reduzir a possibilidade de erro. Logo foi possível perceber que todos possuíam o texto que escreveram na ponta da língua.
Erick Lorran Santos de Godoy, de 13 anos, foi um dos representantes do Albino Feijó Sanches, localizado no Parque das Indústrias (zona sul). Morador do Jardim União da Vitória, Godoy se esforçou para participar das oficinas e dos workshops ministrados aos alunos fora do horário de aula. Para driblar a escuridão do trajeto entre a sua residência e o local das palestras ele chegou a utilizar uma lanterna. Segundo ele, as pessoas precisam aprender a combater a corrupção seguindo bons exemplos.
"Participando de um concurso de oratória, que fala sobre como combater a corrupção, eu já estou servindo de exemplo para as pessoas. Elas precisam se espelhar nas boas atitudes e não nos maus exemplos", destacou o jovem. Ele revelou que diariamente vê atos de pessoas que de alguma forma estão se corrompendo, mas que não percebem. "Na minha pesquisa eu me espantei que aqui no Brasil, desde o século 16 já havia registros de corrupção de autoridades brasileiras em relação ao comércio ilegal. Isso me assustou, pois não sabia que isso acontecia há tanto tempo. Hoje as pessoas estão morrendo nas filas de hospitais por causa disso", afirmou.
A aluna Kianne Medeiros Diniz, de 13 anos, do colégio Monsenhor Josemaria Escrivá (zona norte), destacou que sozinha não tem como mudar o Brasil, mas cada um pode tentar convencer as pessoas de seu círculo de relacionamento a não cometer atitudes erradas. "Também precisamos exigir mais os nossos direitos e esse concurso da JCI está nos incentivando a fazer isso. Isso vai ajudar a formar lideranças", destacou.
Pais
O eletricista autônomo José Edgar dos Santos, de 31 anos, é pai da Patrícia Kelen C. dos Santos, de 13, que se classificou na primeira colocação no concurso. "É gratificante ver sua filha crescendo e evoluindo. Ela gostou do tema e as oficinas e os workshops abriram a sua mente", destacou Santos, que acrescentou que aprendeu muito ao ver sua filha ensaiando e também viu o seu esforço ser recompensado. "Ela ganhou um tablet e cinco anos de cursos que ela pretendia fazer, mas que nós não tínhamos condições de pagar", enalteceu.
A segunda colocada foi Mileny Karoliny Silva Roch, de 13 anos, do Albino Feijó. Sanches. Sua mãe, a dona de casa Ana Márcia Silva Rocha, de 41, se surpreendeu quando sua filha fez o discurso. "Normalmente ela é bem quietinha, mas na hora da apresentação ela falou forte e de uma maneira tão intensa que surpreendeu a gente", revelou. Mileny ressaltou em sua apresentação que não são somente os políticos que cometem a corrupção. "Quando uma pessoa dá um troco a mais e quem recebe não devolve, é uma forma de corrupção. Você sabe que é errado, sabe a origem do dinheiro e precisa devolver", ressaltou. Ana Márcia afirmou que começou a adotar as práticas recomendadas pela filha.


