O período de festas de final de ano e de férias de verão geralmente é marcado pelo recesso dos médicos. Porém, alguns pacientes ficam sem saber o que fazer se precisarem consultar algum especialista durante esse período. É o caso da estudante Lorena Ribeiro, de Londrina, que possui um plano de saúde e na semana passada procurou, sem sucesso, um ortopedista. ''Fui ao consultório do meu médico e a clínica estava fechada, então percorri a Avenida Bandeirantes inteira procurando outro ortopedista e em nenhuma das clínicas achei alguém com quem eu pudesse me consultar'', relata.
O pediatra Renato Moriya, que também é professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aconselha os pacientes a procurarem um pronto-atendimento ou um pronto-socorro. ''Essas unidades possuem uma estrutura melhor do que uma clínica'', observa.
Segundo Moriya, em algumas situações é possível o médico orientar por telefone. Outra opção é o profissional indicar um colega para atender o paciente durante a sua ausência. ''Isso dá uma certa segurança e credibilidade para o paciente'', afirma.
O também pediatra Álvaro Oliveira destaca que a relação entre o médico e seu paciente não é só de tratamento, mas também de confiança. ''O médico sempre deixa algum colega responsável durante a sua ausência, principalmente em casos crônicos ou que exigem um tratamento prolongado'', argumenta. Caso o outro médico também tenha viajado ele orienta os pacientes a recorrerem à secretária da clínica para apontar algum outro médico. ''Em casos de emergência, o indicado é procurar ajuda em prontos-socorros'', indica.
Para quem recebe atendimento domiciliar, o médico explica que o procedimento é o mesmo, pois sempre há a indicação de um colega pelo médico responsável. No caso de cirurgias, ele explica que ela deve ser feita pelo profissional disponível. ''Nem sempre o médico titular estará disponível no momento em que a cirurgia precisa ser realizada. Isso acontece com mais frequência com gestantes, que muitas vezes precisam realizar o parto sem que o médico com quem consultou ao longo dos meses de gestação esteja presente'', destaca.
Álvaro Oliveira ressalta que o canal de comunicação entre pacientes e médicos devem estar sempre aberto. ''Hoje em dia existem várias ferramentas que permitem isso, como o telefone, o e-mail, os programas de mensagens instantâneas. O importante é que as pessoas as utilizem com parcimônia. Nesta época do ano, por exemplo, o que mais atendo são pessoas que foram à praia e quando surge algum problema eles têm a quem recorrer.''

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