Como a bebida influencia nos reflexos
O reponsável pelo setor de estatísticas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), César Cassis, informa que se o motorista dirigir com até 0,6 grama/litro (g/l) de álcool no sangue, que é o limite permitido por lei, ele ainda corre riscos de provocar acidentes. Até 0,6 grama, o perigo de acidentes aumenta duas vezes porque os reflexos ao reagir a estímulos sonoros e visuais se tornam mais lentos, diz.
De acordo com Cassis, de 0,6 a 0,9 grama de álcool o risco aumenta para três vezes já que o tempo de reação é ainda maior. De 0,9 a 1,5 grama, a chance de o motorista provocar um acidente salta para 10 vezes. Neste estágio, a pessoa alcoolizada já tem toda a coordenação motora comprometida, explica. De 1,5 a 2 gramas de álcool, são 20 vezes maiores os perigos de acidentes. A pessoa já apresenta visão dupla, confusão mental e descoordenação geral, afirma Cassis. Com 3 a 4 gramas, há inconsciência ou o chamado coma alcoólico. Com 5 gramas, a pessoa morre, alerta.
Segundo Cassis, a tolerância ao álcool varia em cada pessoa, de acordo com o estado emocional e a saúde em geral. Um homem pesando cerca de 80 quilos que ingira apenas dois cálices de vinho pode registrar 0,4 g/l. Dois copos de cerveja, para uma pessoa de 80 quilos, equivale a 0,5 g/l. Para uma pessoa de 60 quilos, a mesma quantidade passa a equivaler 0,6 g/l e para uma de 45 quilos a 0,8 g/l destaca. Uma única dose de bebida destilada (uísque, pinga, vodka ou conhaque), para uma pessoa de 60 quilos, equivale a 0,5 g/l. Porém, se a pessoa não estiver bem emocionalmente, a bebida pode ter seu efeito potencializado, diz. (T.E)





