Comitês regulam uso sustentável da água
O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, destacou que
a discussão sobre o assunto começou em 1997, com a assinatura da lei das águas, quando foi implantado no País um sistema de gestão de águas. Segundo ele, existem aproximadamente 160 comitês de bacias funcionando no Brasil, a maioria deles estaduais, sendo nove comitês federais. Os comitês funcionam onde está a maioria dos brasileiros: grandes regiões urbanizadas e industrializadas como o Sul, Sudeste e parte do Nordeste.
''São as bacias mais críticas, com qualidade da água degradada, condições ambientais ruins, com conflitos pelo uso da água ali instalados e o comitê existe para colocar ordem na casa. É dentro do comitê que se pactuam as condições de permanência na bacia e usufruto da água'', explicou.
Ainda conforme o presidente da ANA, apenas dois comitês federais já cobram pelo uso da água: o Piracicaba-Capivari-Jundiaí e o Paraíba do Sul. ''Quem delibera a cobrança é o comitê e a decisão deve ser homologada pelo conselho nacional de águas e a partir daí, a ANA começa a emitir os boletos de cobrança. Feita a cobrança, a receita é repassada 100% à bacia.''
Os valores cobrados são estipulados de acordo com o volume de água retirado do leito do rio, o volume de água que não é devolvido ao leito do rio e o volume de carga orgânica devolvida ao rio, a chamada Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Conforme Machado, 7,5% dos recursos são usados no custeio das agências de bacias e o restante é revertido em investimentos.
''Com a cobrança, você desencadeia a modernizção do órgão gestor, mas os estados precisam ter estrutura de gestão efetiva, ter técnicos e quadros administrativos, de preferência permanentes, para criar uma memória e dar continuidade às políticas'', opinou o presidente da ANA. (M.G.)





