Está aberta a temporada de sugestão de idéias para evitar uma nova epidemia de dengue em Londrina. A secretaria municipal de Saúde e a Regional de Saúde coordenam neste final de semana encontros de comitês regionais em quatro pontos da cidade.
Os encontros têm caráter informal e marcam o pontapé inicial do planejamento para o Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no dia 29, e antecipa os principais pontos que serão discutidos no encontro do comitê municipal, marcado para o dia 4.
De acordo com a gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, a forma hemorrágica da doença é a maior preocupação para os próximos meses. ''Com o surto da forma clássica que tivemos até o final de março, corre-se muito o risco de se aumentar o número de pacientes com esta forma'', explicou. No ano passado, foram registrados quatro casos da forma mais grave da dengue. Dois paciente morreram.
A preocupação tem base científica. Estudos apontam que indivíduos que contraem a doença duas vezes em um período menor de seis meses apresentam risco maior de sofrer com a febre hemorrágica.
A região sul saiu na frente e já realizou seu encontro na semana passada. Ontem à noite, o comitê da zona leste iria fazer sua reunião. O comitê da área central se reúne hoje às 10 horas, no Centro Comunitário da Vila Nova. À tarde, às 14 horas, ocorrem as discussões na zona oeste, na Escola Municipal Gabriel Martins.
No domingo, é a vez da zona norte. A reunião está marcada para às 15 horas, na Escola Municipal Olímpia Tormenta. ''É importante que os voluntários comecem a fazer parte do esforço desde já para o trabalho ser mais eficiente'', acredita Sônia. Na segunda fase da ofensiva, haverá o treinamento de 600 médicos das unidades de pronto socorro e da rede básica. Isto deve ocorrer até o final do mês. Arrastões devem continuar sendo realizados.
Um levantamento da secretaria municipal constatou focos em 0,4% dos domicílios pesquisados (o Ministério da Saúde considera preocupante áreas com infestação superior a 1%). ''É uma situação tranquila mas é muito importante que não haja uma acomodação'', lembrou a epidemiologista.
Sônia ponderou que a pesquisa foi feita no início de setembro, em dias frios e sem chuva, condições inversas para a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. Nesta pesquisa, a área central teve índice zero de contaminação em muitos bairros jardins Europa, Ipiranga, Zerão, centro e Vila Casoni. O índice mais alto foi no Conjunto Cafezal (zona sul), com 2,75%, bairro onde já está sendo feito arrastões e que terá um tratamento diferenciado.
Na última epidemia, a região mais afetada foi a zona leste, com 2.155 casos registrados. As mais baixas foram a zona sul 332 e a zona rural, 17. Na área central foram registradas 1.273 vítimas, na Norte, 536, e na Oeste, 1531.

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