Comitê vai fazer triagem de pacientes em Londrina
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sexta-feira, 26 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
A Secretaria Municipal de Saúde criou ontem uma equipe encarregada da comunicação entre os hospitais de Londrina, para facilitar a transferência dos casos de maior e menor complexidade evitando assim a sobrecarga nos hospitais. O comitê gestor da crise, segundo o secretário Silvio Fernandes, funcionará enquanto durar a greve do Hospital Universitário (HU), e permitirá um melhor uso dos leitos. O comitê é composto por duas diretoras da secretaria e representantes dos hospitais.
O secretário explica que quer evitar novos problemas no atendimento dos prontos-socorros, como o que foi registrado durante a semana. O comitê terá ainda a autonomia para promover até mesmo a troca de pacientes entre os hospitais, de acordo com a urgência das patologias. A secretaria reforçará a orientação dada aos motoristas das ambulâncias do Transporte Emergêncial Centralizado (TEC), para que só os casos de urgência sejam levados aos hospitais.
Silvio Fernandes disponibilizará ainda recursos do Fundo Municipal de Saúde para a contratação temporária de médicos plantonistas e auxiliares de enfermagem, para reforçar as equipes dos postos de saúde e dos hospitais da Zona Norte e Zona Sul. Ele voltou a destacar que a atual crise na saúde é provocada pelo fechamento do pronto-socorro do HU.
O superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, disse que foi promovida uma readequação nos leitos do pronto-socorro para evitar novos fechamentos. O ambulatório Alto da Colina, do Hospital Evangélico, ofereceu também alguns horários do atendimento de clínica médica para pacientes encaminhados pelos postos de sa© úde. Na semana passada, quando houve superlotação na Maternidade Municipal, o ambulatório disponibilizou ginecologistas e obstretas.
No HU, apenas 50% dos leitos estavam ocupados ontem. O diretor clínico Silvio Villari Filho mostrou-se preocupado com o que pode ocorrer com o hospital na próxima semana, se não houver pagamento dos salários dos servidores em greve.
A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, garantiu que o atendimento será mantido mesmo sem o pagamento dos salários. Para isso, ela ressaltou a necessidade de transporte para os servidores. ''Sem salário não temos como chegar ao trabalho'', alertou.


