O Comitê Municipal de Aleitamento Materno (Calma) busca alternativas para que as mães não deixem de amamentar os filhos quando eles passam a frequentar os centros de educação infantil. O assunto foi discutido entre profissionais da Saúde e da Educação, que se uniram para elaborar um projeto de capacitação profissional.
A coordenadora do comitê, Lilian Poli de Castro, explicou que serão elaboradas oficinas para que os educadores se mobilizem e incentivem as mães a prolongar a amamentação. "Queremos sensibilizar os profissionais e ajudá-los a encontrar a melhor forma para beneficiar as crianças", declarou.
O objetivo é iniciar os trabalhos já no segundo semestre com a capacitação de diretores, professores e funcionários. A escolha dos centros de educação será definida nos próximos encontros. "O que ficou decidido é que vamos começar as atividades nos centros de educação infantil administrados pelo município que atendam crianças com até um ano", afirmou Lilian.
Para a gerente de Educação Infantil da secretaria, Ludmila Dimitrovicht de Medeiros, a ação é viável, mas depende, principalmente, da conscientização por parte das mães. "Já temos a estrutura necessária. Algumas creches com berçário estão recebendo poltronas especiais e todos os diretores são orientados a facilitar a entrada das mães", destacou. Mulheres que trabalham próximo aos CMEIS podem retornar para amamentar o filho.
O município também fornece eletrodomésticos, como geladeira e freezer, para o armazenamento do leite materno. No entanto, ainda é preciso orientar as mães sobre a forma correta de retirar e armazenar o produto.

O ideal é amamentar o bebê até que complete 6 meses de idade. Isso também ajuda a reduzir o risco da mãe contrair câncer de mama e ovário e voltar ao peso normal mais rapidamente

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