Cobrar a implantação do passe livre para estudantes, diminuição do preço da tarifa para R$ 1,35 e a estatização do transporte coletivo. Estes são os objetivos da campanha lançada ontem pelo comitê do passe livre, formado por estudantes e membros da comunidade. A iniciativa faz parte do ato nacional pela gratuidade no transporte para estudantes. O lançamento foi feito ontem em meio ao protesto dos servidores públicos municipais, em frente à Prefeitura de Londrina.
Integrante do comitê, o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Anderson Almeida, explicou que objetivo é conscientizar a população contra a atual tarifa de R$ 1,90. A entidade vai organizar um abaixo-assinado e reuniões semanais para debater o tema com a comunidade. ''O aumento poucos dias depois da reeleição foi um ato covarde da administração municipal'', alfinetou Almeida.
Ele cobrou também uma solução sobre o passe livre social, decreto assinado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). Questionada na Justiça pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), a medida depende de decisão judicial para, possivelmente, entrar em vigor.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gabriel Ribeiro de Campos, afirmou que iria esperar o andamento da campanha. ''Se o movimento apontar caminhos possíveis para viabilizar a redução da tarifa, dentro do contrato de concessão, teremos o interesse em conhecer. Hoje eu não conheço essa fórmula'', afirmou.
''O passe livre não pode onerar ainda mais o custo da tarifa. A redução também é possível, desde que seja subsidiada'', avaliou o gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça. Sobre a proposta de estatização, ele disse que não conhece nenhuma cidade onde o serviço seja mantido pelo poder público. Especificamente sobre Londrina, disse ser contra. ''Fui obrigado, dentro do processo de licitação, a executar vários investimentos e agora vai estatizar?''
Por meio da assessoria de imprensa, a Francovig informou que a empresa não tem condição de oferecer cem por cento de gratuidade. Já a redução da tarifa seria inviável pelo aspecto econômico.
Em 2003, protestos contra o aumento da tarifa provocaram depredações e a morte de um estudante no Terminal Central.

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