Comitê investiga casos de óbitos
Os casos de amputação registrados no Estado - cerca de 17 mil no ano passado - são eventos-sentinela eleitos pelos centros de atendimento à saúde do trabalhador. E também mereceram a criação de um grupo especial, chamado Câmara de Negociação, que estuda formas de proteção mais eficazes para serem adotadas nas máquinas que causam amputação.
Fazem parte desta câmara o Senai, estudantes de desenho industrial, empresários do ramo madeireiro - onde é registrado o maior número de ocorrências -, representantes dos trabalhadores e de empresas que fabricam máquinas para as madeireiras.
Também foi criado recentemente o Comitê de Óbito e Amputação, que vai investigar os casos e propor medidas para solucionar o problema. O comitê tem uma abrangência maior do que os centros de apoio municipais, e, além da Secretaria da Saúde e do Cemast, envolve o Ministério do Trabalho, a procuradoria do trabalho, promotoria, INSS e sindicatos. ‘‘Acreditamos que esse comitê vai provocar um impacto importante na questão da saúde do trabalhador’’, diz o coordenador do Cemast, Guilherme Souza de Albuquerque.
O comitê já fez quatro reuniões este ano e selecionou 40 casos de óbitos e amputações que deverão ser investigados. Como o de um município onde um único trabalhador sofreu três amputações e outro onde são registrados 36 casos de amputações por ano. ‘‘Com o comitê e o evento-sentinela funcionando nos municípios vamos desencadear um processo que vai permitir, por exemplo, que 36 pessoas deixem de perder um pedaço do corpo todos os anos’’, diz.

mockup