Comitê incentiva segurança em obra
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Acidentes de trabalho na construção civil têm se repetido ao longo do tempo pela falta de equipamentos de segurança que frequentemente não existem nas obras. As empresas são obrigadas a fornecê-los aos operários que, muitas vezes, não os usam por considerá-los incômodos. As constatações são do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cascavel e Região (Sintrivel) e do Comitê Permanente Regional do Paraná (CPR/PR).
O comitê é formado por representantes de empregados, empregadores e do Ministério do Trabalho, e seu objetivo é reduzir o número de acidentes no setor. Segundo Pedro Renoe Unser, vice-presidente do Sintrivel, e membro do CPR/PR, não há estatística disponível de 99, mas anualmente ocorrem em média mais de 27 mil acidentes na construção civil em todo o País e, no Paraná, mais de 1,4 mil.
Segundo Pedro Unser, parte da responsabilidade é das construtoras por não oferecem os equipamentos de segurança, como cintos, capacetes, luvas, óculos e protetores de ouvido, e neste caso elas precisam ser severamente penalizadas. Ocorre também de empresas colocarem os equipamentos à disposição de seus empregados, mas não lhes dar orientações para o uso.
Unser reconhece que os operários contribuem diretamente para a estatística, porque muitos simplesmente não usam os equipamentos, por má vontade ou excesso de confiança. Segundo ele, esta situação tem sido verificada na maior parte das obras em andamento em Cascavel, nas quais estão empregados aproximadamente 2,5 mil trabalhadores, principalmente pedreiros, carpinteiros e serventes. O Sintrivel e o CPR/PR estão empenhados em campanha de conscientização, voltada a empregadores e empregados.





