Comitê estadual vai definir ações
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Sobania, lançou ontem, em solenidade no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o Comitê de Mortalidade no Trânsito. A proposta é reunir representantes de instituições ligadas à saúde e ao trânsito para investigar as causas dos acidentes com vítimas fatais e estudar alternativas de prevenção e redução das mortes.
''Estamos dando o primeiro passo, lançando o comitê estadual'', disse Sobania. A intenção, no entanto, é constituir grupos de trabalho em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
A secretaria estabeleceu parcerias com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para que os alunos de engenharia que tem no currículo a disciplina de engenharia de tráfego façam, a partir do ano que vem, o trabalho de investigação nos locais do acidente. Até que os alunos estejam preparados, os fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR) é que atuarão nos levantamentos em campo.
A idéia, segundo Sobania, é de que todos os dados sobre o acidente sejam coletados num prazo de 24 horas. Os fiscais começam a ser treinados a partir do mês que vem para iniciar em novembro as investigações em campo. Essas informações devem apontar se o acidente foi provocado por falha mecânica no veículo, por problemas na via ou na sinalização ou, ainda por desatenção ou imprudência dos próprios motoristas.
Todo o levantamento será avaliado em reuniões periódicas do comitê que vai definir as ações que cabem em cada caso como, por exemplo, reforçar as campanhas educativas, implantar limitadores de velocidade ou mudar a sinalização.
Outro objetivo do comitê, lembrou Sobania, é de aprimorar o sistema de informações sobre os acidentes para que com estatísticas mais precisas seja possível melhorar o trabalho preventivo.
O diretor do Departamento de Trânsito de Curitiba, José Álvaro Twardowski, relatou que, no ano passado, 94 pessoas morreram no local do acidente. Como não há acompanhamento posterior, estima-se que o número de mortes a caminho ou no hospital seja duas vezes e meia maior, ou seja, cerca de 282 mortes.


