Comitê de Aleitamento Materno completa 20 anos
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina O Comitê Municipal de Aleitamento Materno (Calma) de Londrina completa 20 anos em 2014. A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde com o apoio da Universidade Estadual de Londrina já conseguiu dobrar a porcentagem de bebês que recebem apenas o leite materno até os seis meses de idade. A enfermeira e coordenadora do grupo, Lilian Poli de Castro, conta que este resultado foi alcançado nos últimos 12 anos. "A primeira pesquisa foi feita em 2002 quando 21% das mães disseram que alimentaram os filhos apenas com leite materno até os seis meses. Em 2010, um novo levantamento apontou 40,5% das mães. Agora, esta porcentagem deve ser ainda maior", destaca.
Representantes de 19 instituições dos setores de ensino e de pesquisa e entidades ligadas à assistência social participam do grupo para reforçar a importância do aleitamento materno. A primeira reunião do ano foi realizada nesta semana. Segundo Lilian, a experiência do comitê ao longo dos últimos 20 anos não ameniza os desafios que estão por vir. "Vamos ter que reforçar a capacitação dos profissionais da saúde e fazer rodas de discussão para tirar dúvidas. Os funcionários também precisam aprender a escutar as mães e a analisar as histórias para conseguir prestar uma assistência melhor", afirma.
O fortalecimento da rede básica de saúde, por meio da integração entre médicos e enfermeiros, também está entre as metas do grupo. "É preciso ter profissionais de referência em cada local para auxiliar as mães", ressalta Lilian.
Os integrantes do comitê irão intensificar as ações para divulgar a importância do aleitamento materno. Ela conta que alguns mitos ainda persistem, como o do chamado "leite fraco". "Não existe leite fraco. O que acontece é que o leite materno é digerido de forma mais rápida pelo bebê enquanto o leite industrializado demora mais para ser digerido e a criança acaba até dormindo", explica Lilian. Além disso, só o leite materno fornece anticorpos e outros nutrientes específicos para o bebê.
Proteção
A coordenadora do Banco de Leite do HU, Márcia Maria Benevenuto de Oliveira, ressalta a amamentação ajuda a reduzir os índices de mortalidade infantil. Segundo ela, aproximadamente, 25% das mulheres que amamentam podem se tornar doadoras por produzir leite em excesso. "Não tem substituto para este produto. Ele fortalece a relação entre a mãe e o bebê e dá proteção para a criança nos primeiros meses de vida", reforça.
A intenção do comitê é desenvolver ações junto a creches públicas, particulares e filantrópicas para que as instituições também apoiem e incentivem as mães a deixarem o leite materno diariamente nas instituições. Para isso, cada um desses locais deveria que ter, no mínimo, uma geladeira para conservar o produto e as mães precisariam levar o recipiente dentro de um isopor ou de uma bolsa térmica.
Serviço:
Para ser doadora no Banco de Leite no HU é só ligar para o fone 3371-2390.


