A visita do Comitê de Água, Esgoto e Saneamento às instalações da Sanepar em Londrina, marcada para a manhã de ontem, foi cancelada na última hora pelos próprios membros do comitê. Segundo o presidente do comitê, Wilson Sella, eles fizeram uma avaliação do embate entre os procuradores jurídicos da Sanepar e do município e ficou constatado que ainda há muitas dúvidas. Além disso, dos 38 convocados para a visita apenas 13 compareceram.
Uma nova reunião para discutir a posição do comitê foi marcada para amanhã às 14 horas, na Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU). De acordo com Sella, o objetivo principal dessa reunião é ''desatar os nós do problema jurídico''. No último dia 17, o procurador da Sanepar defendeu a validade do termo aditivo 166/95 no do contrato entre empresa e município, que estenderia a concessão de serviços por mais 30 anos.
Já para o Executivo o termo aditivo é nulo pois contêm vícios na formulação, o que significaria que o contrato com a Sanepar deveria terminar no próximo dia 10. O impasse começou com uma ação popular movida, em outubro, por cinco vereadores para questionar a legalidade deste aditivo.
Wilson Sella ainda lembrou que outros pontos importantes, como a política tarifária adotada pela Sanepar, devem ser discutidos antes que o comitê decida qual postura a Prefeitura de Londrina deve tomar. A palestra com o professor Antonio Miranda, que acompanhou as discussões sobre o fim do contrato de concessão do serviço na capital pernambucana, também foi cancelada.

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