Três comissões – uma de trabalhadores, outra de vereadores e uma de advogados independentes – tentarão legalizar os contratos trabalhistas dos 1951 operários da Frente de Trabalho (FT) de Londrina. De acordo com os vereadores Henrique Barros (sem partido) e Sandra Graça (PSB), essas comissões vão brigar contra a proposta do prefeito Nedson Micheleti (PT), de demissão gradual do pessoal da FT nos próximos três anos. Barros e Graça foram os organizadores de uma audiência pública sobre o assunto, realizada sábado, na Câmara de Londrina.
A coordenadora da comissão dos trabalhadores, Alzira Lopes Ribeiro, se posicionou favoravelmente à criação de uma entidade intermediadora da prestação de serviço com a prefeitura, desde que seja de forma legal.
Ao final da audiência, foram elencadas seis propostas: demissão voluntária com pagamento de indenização conforme o tempo de serviço; reestruturação das atividades desenvolvidas; alteração na forma de contratação, seguindo o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT); realização de concurso público beneficiando os que trabalham ou que já trabalharam nas frentes através da Codel, CMTU e Cohab; contratação por tempo determinado através da Lei de Emergência também privilegiando os que já trabalham; parceria do município com as chamadas Organizações da Sociedade Civil com Interesse Público (Oscip); e a avaliação da legalidade das propostas e a sua aplicabilidade com assessoria da Procuradoria Jurídica da Câmara.

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