Comissões estudam Centro do Ahú
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quarta-feira, 22 de setembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O governo do Estado deve lançar, ainda este ano, o concurso de arquitetura para o Centro Judiciário do Ahú, em Curitiba. Essa, pelo menos, é a expectativa do secretário de Estado de Obras, Luiz Caron, presidente da comissão que estuda a implantação do novo espaço público. O futuro complexo ocupará o lugar da Penitenciária Provisória do Ahú.
Uma reunião na manhã de ontem definiu a constituição de três subcomissões. Segundo Caron, uma delas analisará os aspectos de ordem física, outra a viabilidade financeira de onde sairão os recursos e a terceira os aspectos legal e institucional. Um próximo encontro da comissão deve acontecer em 10 dias, aproximadamente, quando serão definidas as primeiras ações práticas.
Para o secretário, ainda é ''prematuro'' falar em valores, mas tomando por base o preço atual de construção do metro quadrado (R$ 1 mil/m2) e a projeção da área a ser construída (entre 100 e 150 mil m2), o governo terá que desembolsar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões na obra.
Apenas 7,7 mil metros quadrados, lembrou Caron, que, hoje, abrigam o presídio serão reaproveitados. As edificações restantes, onde funcionam estruturas do Departamento Penitenciário (Depen) e o Centro de Triagem serão demolidos. ''Será um complexo. O prédio do presídio vai fazer parte deste complexo.''
Além do Judiciário, com todas as varas cíveis, criminais e especiais, o complexo do Ahú vai concentrar o Ministério Público (MP) estadual e a Defensoria Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Além do investimento no novo complexo, o governo terá que analisar a construção de uma outra penitenciária e da estrutura restante para transferir os órgãos que hoje ocupam o Ahú. A nova unidade deverá ser construída em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, onde já estão outras importantes unidades do sistema penitenciário.


