Mauricio Della Barba
De Londrina
Uma comissão vai pedir ajuda do Ministério Público para tentar resolver situação de abandono em que se encontra o complexo esportivo do Conjunto Maria Cecília (zona norte de Londrina). Ontem, uma Comissão Especial da Câmara, formada pelos vereadores Orlando Bonilha (PDT), Alvair de Souza (PSB) e representantes da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Vigilância Sanitária e Fundação Nacional da Saúde estiveram visitando o local.
O relatório final que descreve os problemas do centro esportivo será encaminhado para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e para Promotoria do Meio Ambiente, para que sejam tomadas as devidas providências.
O complexo conta com quatro piscinas, um ginásio coberto, campos e quadras de futebol, além de lanchonetes e áreas de lazer. O custo mensal para manutenção do centro é estimado em R$ 8 mil. De acordo com Bonilha, que pediu a formação da comissão especial, o centro está depredado e em péssimas condições de uso. ‘‘As piscinas estão verdes e podem se tornar um foco de proliferação do mosquito da dengue e de outras doenças’’, disse.
O complexo, construído pela Companhia de Habitação (Cohab), foi repassado, no começo deste ano, para a associação dos moradores do bairro. De acordo com Bonilha, a dívida do complexo é de cerca de R$ 50 mil, decorrente de gastos com água, luz, telefone e impostos. ‘‘A intenção é que alguém assuma a administração e a conservação do ginásio’’, explicou.
O vereador anunciou que a Associação Cristã de Moços (ACM) estaria interessada na reativação do Complexo. ‘‘Porém eles só assumiriam se não existissem dívidas’’, completou Bonilha. O vereador defende que as dívidas devem ser pagas pela iniciativa privada e não pelo poder público. ‘‘Se bem administrado, o complexo é altamente rentável’’, acredita.
O secretário-geral da ACM, Paulo Tarcísio Barreto de Abreu, confirmou o interesse no ginásio. ‘‘O Complexo Esportivo do Maria Cecília pode servir como um laboratório para o desenvolvimento de novas atividades sociais’’, disse. Abreu salientou que a vontade da ACM em administrar o ginásio é antiga.
A ACM é uma entidade filantrópica internacional, sem fins lucrativos. ‘‘Acreditamos que podemos atender entre 3 e 4 mil pessoas na região’’, observou Abreu.

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